O Recheio, empresa de distribuição alimentar, lançou o Kitchers, um projeto-piloto que visa apoiar a formação de novos talentos na hotelaria e gastronomia, aproximando-os da realidade do mercado e dos valores que o definem: qualidade, segurança alimentar e sustentabilidade. Em entrevista ao TNews, Vanessa Silva, diretora de marketing do Recheio, revela que o principal objetivo é “reforçar a ligação entre escolas e o mercado”.
“Mais do que um programa educativo, o Kitchers é um espaço de aprendizagem prática e de partilha de experiências, concebido para complementar o ensino profissional e proporcionar aos alunos um contacto direto com o mundo real da gastronomia e da hotelaria”, começou por dizer Vanessa Silva.
Num país onde o turismo e o setor HoReCa “têm um peso tão relevante”, Vanessa Silva acredita que empresas como o Recheio devem assumir um “papel ativo” nesta matéria e contribuir para a capacitação do setor.
“Este cruzamento entre educação, marcas e indústria é fundamental para projetar a gastronomia portuguesa e garantir que os profissionais do futuro entram no mercado com uma visão completa e responsável de toda a cadeia de valor alimentar. Acreditamos que iniciativas como o Kitchers são essenciais para valorizar o ensino profissional e fortalecer a fileira do turismo, da restauração e da gastronomia nacional, contribuindo para que Portugal continue a destacar-se pela sua excelência e qualidade”, defende Vanessa Silva.
No Kitchers, os alunos desenvolvem competências técnicas, comportamentais e de sustentabilidade, além de terem a oportunidade de aprofundar conhecimentos em áreas como produção, qualidade e segurança alimentar, gestão de desperdício e valorização de produtos locais. Também participam em “desafios criativos” e showcookings que “estimulam o pensamento crítico, a inovação e o trabalho em equipa”.
“As visitas a fornecedores de marca própria e a produtores nacionais, as experiências em loja Recheio e nas nossas cozinhas centrais, bem como as palestras temáticas e as masterclasses exclusivas Best in Class, proporcionam uma aprendizagem completa – da origem ao prato”, sublinha.
“Este cruzamento entre educação, marcas e indústria é fundamental para projetar a gastronomia portuguesa e garantir que os profissionais do futuro entram no mercado com uma visão completa e responsável de toda a cadeia de valor alimentar”
“O feedback dos alunos tem sido muito positivo”
A primeira edição do Kitchers arrancou em setembro deste ano e, até agora, o feedback dos alunos tem sido “muito positivo”. “Mostram-se entusiasmados, participativos e destacam especialmente a proximidade com os profissionais e parceiros do Recheio. Esta edição vem confirmar a importância de criar espaços onde os estudantes possam experimentar, errar e aprender de forma prática e colaborativa”, referiu Vanessa Silva, sublinhando de que se trata de um projeto-piloto “que nos permite testar o modelo e ajustá-lo, com vista à sua consolidação e eventual expansão para outras escolas do país”.
O objetivo, segundo Vanessa Silva, é dar continuidade ao Kitchers nos próximos anos letivos, acreditando que isso acontecerá de “forma natural”, graças ao feedback “muito positivo” que têm recebido.
O Kitchers é um programa desenvolvido em parceria com a Escola Profissional de Hotelaria e Turismo de Lisboa e faz parte integrante do plano curricular dos alunos destas escolas. “Todos os estudantes das turmas abrangidas têm acesso ao programa ao longo do seu percurso formativo, sem necessidade de candidatura e sem qualquer custo associado. A seleção dos participantes nas atividades especiais, como as masterclasses exclusivas Best in Class, é realizada em conjunto com os formadores da escola, tendo em conta critérios como o desempenho, a evolução e o empenho demonstrado ao longo do programa”, explica Vanessa Silva.
“Acreditamos que iniciativas como o Kitchers são essenciais para valorizar o ensino profissional e fortalecer a fileira do turismo, da restauração e da gastronomia nacional, contribuindo para que Portugal continue a destacar-se pela sua excelência e qualidade”
Decorre em formato presencial e diurno, “totalmente articulado” com o calendário escolar. As atividades distribuem-se ao longo do ano letivo e incluem momentos em sala de aula, sessões práticas em cozinha, visitas externas e experiências em loja Recheio, num modelo dinâmico e integrado no ritmo académico dos alunos. “Estas atividades são um elemento central do modelo do Kitchers, pois acreditamos que as experiências práticas têm um impacto mais profundo na aprendizagem.”
Além disso, acrescentou, “proporcionam um contacto direto com a realidade operacional e comercial do setor HoReCa, ajudando-os a desenvolver pensamento crítico, sentido de responsabilidade e uma maior sensibilidade para a importância da qualidade e da sustentabilidade”.
A curto prazo, o Recheio pretende proporcionar experiências formativas “enriquecedoras”, que incluam visitas a produtores, showcookings e masterclasses com chefes de referência. Já a longo prazo, quer consolidar o Kitchers como um “programa de excelência” na formação gastronómica, com potencial para ser replicado noutras escolas do país.
Neste ano letivo, o Kitchers conta com 15 docentes da Escola Profissional de Hotelaria e Turismo de Lisboa, que são responsáveis pela componente pedagógica do curso. “Do lado do Recheio, contamos com a participação do Chef Executivo do Grupo Jerónimo Martins, Gonçalo Costa, e de outros profissionais da empresa que partilham o seu know-how e experiência nas diferentes áreas do setor. Além disso, nas masterclasses, os melhores alunos têm ainda a oportunidade de aprender com o Chef Recheio Miguel Neves e com chefs convidados, reforçando a ligação entre a formação académica e o mundo profissional”.
No âmbito do programa, o Recheio conta ainda com o envolvimento de parceiros estratégicos, como a Best Farmer (especialista em produção de carne), a Seaculture (especialista em aquacultura em alto mar) e a Hey Vita (produtora de uva sem grainha biológica).
“Esta edição vem confirmar a importância de criar espaços onde os estudantes possam experimentar, errar e aprender de forma prática e colaborativa”



