A easyJet registou um lucro antes de impostos de 85 milhões de libras (cerca de 99 milhões de euros) entre abril e junho, o que representa uma quebra homóloga de 70%, justificada pelo aumento dos custos com combustível e por uma menor procura.
De acordo com os resultados divulgados esta quinta-feira pela companhia aérea, as receitas do grupo cresceram 2% no segundo trimestre do ano (correspondente ao terceiro trimestre do exercício fiscal da empresa, que termina em setembro), para 2.983 milhões de libras (cerca de 3.490 milhões de euros).
No mesmo período, o EBITDA (lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações) recuou 38%, para 304 milhões de libras (cerca de 355 milhões de euros).
A transportadora low-cost indicou ainda que os custos com combustível aumentaram 105 milhões de libras (cerca de 123 milhões de euros) face ao período homólogo.
Entre abril e junho, a easyJet transportou 25 milhões de passageiros, menos 0,4% do que no mesmo trimestre de 2025. A taxa de ocupação fixou-se em 88,9%, abaixo dos 90,2% registados um ano antes.
Citado em comunicado, o CEO da easyJet, Kenton Jarvis, afirmou que, “durante o trimestre, a companhia continuou a gerir o impacto do conflito no Médio Oriente, bem como os seus efeitos nos preços do combustível e nas tendências de reserva”.
“À medida que a confiança do consumidor aumenta, observamos que a diferença na taxa de ocupação para a época alta de verão diminui e que o horizonte de reservas se alarga, uma vez que os clientes continuam a dar prioridade às viagens e a aproveitar as excelentes tarifas”, acrescentou.
Entre abril e junho, a companhia aérea registou uma forte procura por reservas de última hora, efetuadas no próprio mês da partida. No entanto, esta procura foi “insuficiente para compensar totalmente a tendência mais fraca das reservas observada após o início do conflito”, refere a transportadora.
Entretanto, a easyJet continua a ser disputada pelos fundos norte-americanos Castlelake e Apollo. A proposta da Apollo, que avalia a companhia em 5,7 mil milhões de libras (cerca de 6,7 mil milhões de euros), é superior à da Castlelake e conta com a preferência da empresa.
A Apollo tem até 7 de agosto para apresentar uma proposta formal, enquanto o prazo para a Castlelake termina a 3 de agosto.




