easyJet aceita proposta de compra da Castlelake por 5,2 mil milhões de libras

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O conselho de administração da easyJet considera que a oferta apresentada pelo fundo norte-americano Castlelake, que avalia a companhia aérea em cerca de 5,2 mil milhões de libras (cerca de 6,084 mil milhões de euros), reúne condições para poder ser recomendada aos acionistas. A operação, no entanto, continua dependente da apresentação de uma oferta firme, da aprovação das autoridades reguladoras e da votação dos acionistas.

Em comunicado, a transportadora britânica refere que a proposta de 6,90 libras por ação (cerca de 8,07 euros) representa “um valor que o Conselho de Administração estaria disposto a recomendar aos acionistas da easyJet”, caso a Castlelake apresente uma oferta formal nos mesmos termos financeiros e sejam acordadas as restantes condições da operação.

Esta é a quinta proposta apresentada pela Castlelake em pouco mais de um mês. A primeira oferta, conhecida em finais de maio, foi considerada demasiado baixa pela companhia, que classificou a abordagem inicial como “altamente oportunista”, por ter surgido num período em que as ações estavam pressionadas pelas preocupações do mercado relativamente ao impacto da guerra no Irão no setor da aviação.

Após sucessivos aumentos, a Castlelake elevou a proposta para 6,90 libras por ação, um valor que representa um prémio de cerca de 24% face ao fecho da sessão de 3 de julho e de 73% em relação à cotação registada antes de o interesse do fundo se tornar público, em maio. O montante aproxima-se também das sete libras por ação que vários investidores apontavam como o mínimo aceitável para um eventual negócio.

A reação do mercado foi imediata. Esta segunda-feira, as ações da easyJet chegaram a valorizar mais de 11% na abertura da bolsa de Londres e encerraram a sessão com uma subida próxima de 10%, embora continuassem abaixo do valor oferecido pela Castlelake, refletindo a prudência dos investidores quanto à concretização da operação.

A Castlelake tem agora até 3 de agosto para apresentar uma oferta vinculativa ou desistir da operação, de acordo com as regras britânicas relativas a aquisições de empresas cotadas. Se avançar, a proposta terá ainda de ser aprovada pelos acionistas e pelas entidades reguladoras competentes.

Um dos principais desafios prende-se com a legislação europeia aplicável às companhias aéreas. Para manter os seus direitos de tráfego na União Europeia, a easyJet tem de permanecer maioritariamente detida e controlada por investidores europeus. Para responder a essa exigência, a Castlelake propôs uma estrutura acionista em que deterá 49% do veículo de aquisição, ficando os restantes 51% nas mãos de dois investidores europeus ligados ao setor da aviação.

A Castlelake detém atualmente cerca de 2,14% da easyJet através dos fundos que gere.

Caso a operação seja concluída, a easyJet deixará de estar cotada em bolsa, numa das maiores aquisições recentes no setor da aviação europeia. Fundada em 1995, a transportadora emprega mais de 19 mil trabalhadores e opera cerca de 1.200 rotas em mais de 30 países europeus, incluindo Portugal.

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