No primeiro semestre, os lucros da Ryanair caíram 18% para 1,79 mil milhões de euros, em comparação com os 2,18 mil milhões registados no mesmo período do ano anterior.
Esta descida, segundo o comunicado, deve-se ao “forte crescimento” do tráfego (9%) para 115 milhões de clientes, que foi compensado por tarifas aéreas mais baixas, que diminuíram 7% no segundo trimestre.
“As receitas totais do primeiro semestre aumentaram 1% para 8,69 mil milhões de euros, já as receitas programadas caíram 2% para 5,95 mil milhões. O tráfego, apesar dos repetidos atrasos na entrega dos Boeing, cresceu 9% para 115 milhões, enquanto que as receitas auxiliares foram resilientes, aumentando 10% para 2,74 milhões de euros. Os custos operacionais tiveram um bom desempenho, subindo 8% para 6,68 mil milhões de euros, uma vez que as poupanças na cobertura do combustível compensaram o aumento dos custos com pessoal e outros custos devido, em parte, aos atrasos nas entregas da Boeing”, referiu Michael O’Leary, CEO da Ryanair.
“Embora tenha sido recebida uma modesta indemnização por atraso no primeiro semestre (principalmente créditos de manutenção), tal não compensa o impacto substancial de um défice de mais de 5 milhões de passageiros no AF25 devido a estes atrasos nas entregas”, sublinhou.


