A Lufthansa anunciou que irá operar mais de 50% da sua programação de voos durante a greve de pilotos convocada pelo sindicato Vereinigung Cockpit para os dias 12 e 13 de março de 2026. No caso dos voos de longa distância, a companhia prevê manter cerca de 60% das operações programadas.
A paralisação afeta a Lufthansa Classic e a Lufthansa Cargo nos dois dias, bem como a Lufthansa CityLine no dia 12 de março. Para reduzir o impacto da greve, a companhia preparou uma programação especial de voos e recorreu a várias medidas operacionais, incluindo a utilização de aeronaves de maior capacidade e o apoio de outras companhias do Grupo Lufthansa e parceiros em voos de e para os hubs de Frankfurt e Munique.
Segundo Francesco Sciortino, responsável pelo hub de Frankfurt e gerente da Lufthansa Airlines, a prioridade da transportadora é garantir o transporte do maior número possível de passageiros. “A principal prioridade da Lufthansa é levar o maior número possível de passageiros aos seus destinos, apesar da greve convocada pela Vereinigung Cockpit. Gostaria de agradecer aos muitos pilotos que se voluntariaram para trabalhar connosco e que estarão de serviço nestes dias”, afirmou.
No segmento de carga, a Lufthansa Cargo deverá manter a maior parte das operações, estando previsto o cancelamento de cerca de 20% dos voos programados para quinta e sexta-feira.
Administração critica convocação da greve
Em reação à paralisação, Michael Niggemann, membro do Conselho Executivo da Deutsche Lufthansa AG responsável por Recursos Humanos e Assuntos Jurídicos, lamentou a decisão do sindicato.
“Lamento a renovação da convocação de greve pelo sindicato Vereinigung Cockpit. Esta escalada é completamente incompreensível, especialmente num momento em que vivemos um novo nível de incerteza geopolítica com a guerra no Irão e passageiros em todo o mundo estão a ser afetados”, afirmou.
O responsável acrescentou que a companhia já oferece um elevado nível de benefícios de reforma aos pilotos da Lufthansa Classic e que o plano de pensões foi reforçado nos últimos anos. Segundo Niggemann, a baixa margem de lucro desta divisão limita a possibilidade de novos aumentos salariais.
A administração defende ainda que o caminho escolhido pelo sindicato não é o adequado e que o foco deveria estar em discussões sobre a modernização e o futuro da frota, um tema que, segundo a empresa, terá impacto direto nas perspetivas de carreira dos pilotos.
Dentro do grupo, a Lufthansa City Airlines manterá todos os voos programados durante os dois dias de greve. Já a Lufthansa CityLine, afetada pela paralisação na quinta-feira, deverá retomar quase toda a sua programação na sexta-feira.
O sindicato anunciou também que os voos para o Médio Oriente não serão afetados pela greve, tendo em conta a atual conjuntura geopolítica na região.
A Lufthansa informou que os passageiros cujos voos sejam afetados serão contactados por email. Ainda assim, a companhia recomenda que os viajantes verifiquem o estado do voo no site ou na aplicação da Lufthansa e mantenham os seus dados de contacto atualizados.



