Segunda-feira, Março 9, 2026
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Lusanova cresce 8% para cerca de 30M€ em 2025 e reforça programação para 2026

A Lusanova encerrou 2025 com uma faturação próxima dos 30 milhões de euros, representando um crescimento de cerca de 8% face a 2024. Os resultados foram apresentados por Tiago da Encarnação, Chief Operating Officer da empresa, durante a apresentação da programação para 2026, realizada esta sexta-feira em Lisboa.

“Estamos ainda a fechar por causa do final do ano, que ainda está em contas, mas temos uma faturação prevista de 30 milhões, com o operador com um crescimento de 8% face a 2024”, afirmou o responsável.

No balanço por destinos, Tiago da Encarnação referiu que “a Europa teve uma ligeira quebra, que foi compensada pelos destinos fora da Europa”, apontando a perda de competitividade de preços como um dos fatores.

Apesar disso, a Itália manteve-se como o principal destino da Lusanova em número de reservas, seguida pela Europa Central, Reino Unido, Turquia e Grécia. A Albânia e a Islândia destacaram-se como novidades com crescimento da procura.

“A Europa teve uma ligeira quebra, que foi compensada pelos destinos fora da Europa”.

Em Portugal, Açores e Madeira registaram evolução positiva, com os Açores a crescerem sobretudo em orçamentos feitos à medida e grupos, e a Madeira a apresentar maior dinamismo nos circuitos e no segmento individual. Os circuitos ibéricos Portugal–Espanha cresceram 25% face ao ano anterior.

Ásia liderou fora da Europa, com Japão e China em forte crescimento

Fora da Europa, a Ásia foi o principal motor de crescimento do operador, com o Extremo Oriente a superar o Sudeste Asiático. “O Sudeste Asiático cresceu, mas o Extremo Oriente, portanto o Japão e a China, tiveram crescimentos superiores a 2024”, referiu Tiago da Encarnação.

Os safaris e os combinados com praias do Índico, bem como extensões com Dubai ou Doha, continuaram a ganhar relevância, assim como a Indonésia e a Índia. Egito e Marrocos também registaram crescimento, sendo descritos como destinos de proximidade com forte procura.

A nível de grupos, os circuitos Plus – que incluem mais serviços e não têm partidas confirmadas – apresentaram uma taxa de concretização de cerca de 70%, enquanto os grupos privados cresceram 27% em reservas confirmadas.

No mercado brasileiro, onde a empresa opera a partir de quatro cidades – Belo Horizonte, Recife, Rio de Janeiro e São Paulo -, o crescimento foi igualmente de cerca de 8% em 2025, com uma faturação próxima dos 30 milhões de euros. A procura continua concentrada na Europa, mas os destinos extraeuropeus revelaram maior dinamismo, nomeadamente na Ásia e em África.

Programação 2026 com reforço na Europa, Ásia, África e Américas

Para 2026, a Lusanova aposta sobretudo no reforço e melhoria da programação existente. Francisco Alvares, coordenador do departamento comercial, sublinhou que “não conseguimos inventar muitos destinos novos. O que nós conseguimos fazer […] é melhorar os destinos que nós já temos”.

Em Portugal e Espanha, a programação foi reforçada com novos circuitos no território continental e nas ilhas. Na Europa, a oferta regular foi alargada, com destaque para Itália e França, e para o aumento de programas com guia em língua portuguesa. “A Lusanova aposta na língua portuguesa, que é muito importante para nós”, afirmou Francisco Alvares.

Apesar da quebra em 2025, a Europa continuará a ser uma prioridade estratégica. “A Europa está no ADN da Lusanova”, afirmou Tiago da Encarnação, sublinhando a complexidade logística de operar circuitos em cidades europeias, mas reforçando a importância do destino. O responsável destacou ainda a flexibilidade dos circuitos regulares, que permitem combinar visitas em grupo com tempo livre individual.

“Devemos ser o operador, neste momento, no mercado nacional, com mais partidas garantidas para a Europa. Com maior variedade e diversidade. E com a melhor, na minha opinião, relação qualidade–preço”, reforçou Tiago Encarnação.

A Coreia do Sul surge como principal novidade na Ásia, com novos circuitos dedicados ao destino, além do reforço no Sudeste Asiático, China e Japão. Em África, o Egito foi identificado como o “top seller destes dois meses de janeiro e fevereiro”, mantendo a forte procura já registada em 2025. Francisco Alvares destacou ainda uma evolução do perfil da procura, sublinhando que existe um interesse crescente além do segmento de praias, associado também à componente cultural do destino. “O cliente português é um cliente que dá realmente algum valor à cultura. Ou seja, não é um cliente que vai só à procura da praia ou vai só à procura das compras”, afirmou. Além do Egito, Marrocos e os safaris combinados com praias do Índico continuam a ser apostas estratégicas.

“Devemos ser o operador, neste momento, no mercado nacional, com mais partidas garantidas para a Europa. Com maior variedade e diversidade. E com a melhor, na minha opinião, relação qualidade–preço”

Na América, o Brasil mantém-se como foco, com um total de 22 programas entre circuitos e praias, e foi anunciada uma novidade no Peru.

As reservas para 2026 estão a evoluir de forma positiva, embora a empresa evite projeções. “Não gosto de fazer já prognósticos, porque o ano ainda vai no início […] mas sim, neste momento estão a correr bem”, afirmou Tiago da Encarnação, referindo grupos confirmados para maio e aumento dos pedidos de grupos privados.

Os destinos com maior procura no início do ano incluem Japão, China, Egito, Sudeste Asiático e Marrocos. A Lusanova não identifica uma sazonalidade marcada, apontando uma procura distribuída ao longo do ano devido à diversidade global da programação.

Estratégia centrada em serviço, parcerias e sustentabilidade

Relativamente às perspetivas de crescimento, a Lusanova definiu quatro eixos estratégicos: aposta nos recursos humanos, parcerias estratégicas, inovação tecnológica e sustentabilidade. “Nós não queremos crescer depressa, queremos crescer seguros. E continuar a manter um bom serviço e a inovar dentro do nosso produto, que são as viagens culturais, seja em circuito, seja individual, seja em grupo, e servir o melhor possível o agente de viagens e o cliente”, afirmou Tiago da Encarnação.

No âmbito desta estratégia, o operador anunciou a certificação pelas normas ISO 9001 e ISO 14001, atribuídas pela Bureau Veritas, após um processo que envolveu auditorias internas e externas e a participação das equipas.

“Nós não queremos crescer depressa, queremos crescer seguros. E continuar a manter um bom serviço e a inovar dentro do nosso produto, que são as viagens culturais, seja em circuito, seja individual, seja em grupo, e servir o melhor possível o agente de viagens e o cliente”

De acordo com Hugo Curado Gomes, Sustainability Manager, “a sustentabilidade foi uma aposta nos últimos anos” e a empresa pode agora afirmar que está certificada pelas duas normas. A ISO 9001, explicou, está relacionada com “qualidade e processos”, traduzindo-se num compromisso com a melhoria contínua e com a monitorização da satisfação do cliente, através de questionários realizados em diferentes fases da viagem.

Já a ISO 14001 é “a ISO responsável pela certificação da sustentabilidade” e tem como objetivo “minimizar o impacto ambiental nas nossas operações”. Entre as medidas referidas estão a promoção de práticas mais sustentáveis nos circuitos e a escolha de parceiros locais atentos a estes princípios.

A empresa continuará também a apostar na relação com o trade, com ações de formação, webinars associados a campanhas, visitas às agências ao longo do ano, iniciativas conjuntas com parceiros e fam trips. “É importante o networking, os eventos, mas para nós o mais importante é a formação e o apoio que damos aos agentes de viagens”, afirmou Tiago da Encarnação. Estão previstos encontros com parceiros e agentes de viagens a 18 de março, no Porto, e a 20 de março, em Lisboa.

A entrada no projeto Travelance – programa de fidelização para agências de viagens – foi apresentada como parte da estratégia de reforço das parcerias e da proximidade ao canal de distribuição. Os responsáveis descreveram a adesão como “uma oportunidade comercial para todos os intervenientes” e um modelo “win-win”, defendendo que a participação permitirá “dar mais vantagens aos agentes de viagens” no âmbito de uma estrutura conjunta com outros operadores.

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