Macau vai permitir que cidadãos de 82 países, entre os quais Portugal, Brasil e Cabo Verde, utilizem canais eletrónicos automáticos para entrar na China continental através da Ponte Hong Kong-Zhuhai-Macau, a maior travessia marítima do mundo.
A medida entra em vigor na próxima segunda-feira, 26 de janeiro, na fronteira entre Macau e Zhuhai, e aplica-se a todos os estrangeiros provenientes de países isentos de visto de entrada no território semiautónomo chinês.
Segundo um comunicado conjunto da Direção dos Serviços das Forças de Segurança e da Polícia de Segurança Pública (PSP) de Macau, os utilizadores dos canais automáticos terão de ter, pelo menos, sete anos de idade e ser residentes permanentes na China continental, ter uma autorização de residência ou um visto válido.
No final de abril, o então secretário para a Segurança de Macu, Wong Sio Chak, já tinha anunciado planos para acelerar os controlos fronteiriços de visitantes estrangeiros, incluindo não residentes e pessoas sem autorização de trabalho, através da expansão dos sistemas eletrónicos de passagem.
As autoridades vão reforçar os equipamentos de autosserviço para recolha de dados biométricos, que passarão a abranger todos os visitantes estrangeiros. O Governo de Macau vai estudar ainda a extensão da tecnologia de reconhecimento por íris aos controlos de não residentes ao longo de 2025.
“Estamos também a estudar formas de alargar o número de utilizadores elegíveis para os canais de passagem automática, permitindo que mais turistas estrangeiros beneficiem de processos de imigração mais rápidos e de uma circulação mais fluida na Grande Baía”, afirmou Wong Sio Chak.
A Grande Baía Guangdong-Hong Kong-Macau é um projeto estratégico de Pequim que visa integrar os dois territórios administrativos especiais e nove cidades da província de Guangdong numa região com mais de 86 milhões de habitantes e uma economia superior a um bilião de euros em 2023.
A ponte marítima reduziu em cerca de metade o tempo de viagem entre Macau e Hong Kong.



