Macau vai colocar Portugal no topo das prioridades para a captação de visitantes estrangeiros ao longo deste ano. A garantia foi deixada pela diretora dos Serviços de Turismo da região, Maria Helena de Senna Fernandes, numa mensagem divulgada pela emissora pública TDM – Teledifusão de Macau, a propósito do Ano Lunar do Cavalo de Fogo, que iniciou esta terça-feira.
Na comunicação, a responsável destacou a aposta reforçada nos “mercados europeus, como Portugal e Espanha”, a par do Sudeste Asiático, do Nordeste da Ásia – que integra países como o Japão, a Mongólia e o extremo oriente da Rússia – e ainda dos “mercados turísticos emergentes no Médio Oriente e na Ásia Central”.
Depois de ter atingido perto de 40,1 milhões de visitantes em 2025, um novo máximo histórico, Macau projeta chegar aos 41 milhões em 2026. Ainda assim, a esmagadora maioria dos turistas continua a vir da China continental e de Hong Kong, representando 90,6% do total.
No segmento internacional, o território registou 2,76 milhões de visitantes estrangeiros, uma subida de 13,7% face a 2024, mas abaixo da meta de três milhões fixada em agosto passado.
Para impulsionar o crescimento, Maria Helena de Senna Fernandes recordou a extensão da política de isenção de vistos de trânsito por 10 dias à Ponte Hong Kong-Zhuhai-Macau e à vizinha zona económica especial de Hengqin (ilha da Montanha). A medida deverá permitir o desenvolvimento de novos pacotes turísticos conjuntos com Hong Kong e outras cidades da China continental, com foco no mercado internacional.
A estratégia de promoção externa passa também pela presença em grandes feiras do setor. A Direção dos Serviços de Turismo de Macau (DST) vai regressar à Bolsa de Turismo de Lisboa, entre 25 de fevereiro e 1 de março, após um ano de ausência.
Já em janeiro, a DST marcou presença na FITUR – Feira Internacional de Turismo de Espanha, com um pavilhão próprio, procurando “atrair mais visitantes internacionais de longo curso, incluindo a Europa”.
Foi ainda lançada uma parceria com a Ávoris, com presença em Espanha e Portugal. O grupo iniciou uma série de campanhas promocionais antes da FITUR, prolongando-as até abril, e irá ainda “criar mais produtos turísticos que integrem o interior da China e Macau para os mercados de Espanha e Portugal”.



