Madeira bate novos máximos no turismo em 2025 com 12,7 milhões de dormidas e receitas de 887 milhões de euros

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A Região Autónoma da Madeira voltou a bater recordes no turismo em 2025. De acordo com os resultados definitivos das Estatísticas do Turismo divulgados pela Direção Regional de Estatística da Madeira (DREM), o alojamento turístico coletivo registou 2,4 milhões de hóspedes, mais 9% do que em 2024, e 12,7 milhões de dormidas, um crescimento homólogo de 8,3%.

Considerando o alojamento turístico global — que inclui hotelaria, turismo em espaço rural e de habitação, alojamento local, time-sharing, colónias de férias e pousadas da juventude —, as dormidas ultrapassaram os 12,9 milhões, aumentando 7,9% face ao ano anterior.

O mercado nacional voltou a destacar-se pelo forte crescimento. Os residentes em Portugal geraram cerca de 2,1 milhões de dormidas no alojamento turístico coletivo, mais 23,9% do que em 2024, representando 16,2% do total e consolidando-se como o terceiro principal mercado emissor, atrás da Alemanha (19,5%) e do Reino Unido (16,8%).

Já os mercados internacionais foram responsáveis por cerca de 10,7 milhões de dormidas, equivalentes a 83,8% do total, registando um aumento de 5,7%. Alemanha, Reino Unido, França, Polónia, Países Baixos, Estados Unidos, Espanha e República Checa concentraram, em conjunto, 74,1% das dormidas de residentes no estrangeiro.

Também os indicadores de desempenho melhoraram. A taxa líquida de ocupação-cama atingiu 68,1%, mais 1,3 pontos percentuais do que em 2024, enquanto a ocupação-quarto subiu para 78,3%. A estada média manteve-se praticamente estável, fixando-se em 4,70 noites.

No plano financeiro, os proveitos totais do alojamento turístico (excluindo o alojamento local com menos de 10 camas) ascenderam a 887,1 milhões de euros, mais 16,6% do que em 2024. Os proveitos de aposento cresceram 17,8%, para cerca de 637 milhões de euros.

O RevPAR aumentou 16,2%, alcançando os 97,03 euros, enquanto o ADR subiu 13,3%, fixando-se nos 123,86 euros.

Hotelaria perde peso relativo, mas continua dominante

Segundo a DREM, a hotelaria recebeu 1,6 milhões de hóspedes, mais 5,1% do que em 2024, que originaram 8,6 milhões de dormidas (+4,4%).

Apesar do crescimento, este segmento representou 67,8% das dormidas do alojamento turístico coletivo, a menor quota alguma vez registada na Madeira, refletindo o crescimento mais acelerado de outros tipos de alojamento.

Os proveitos totais da hotelaria ascenderam a 808,4 milhões de euros (+17,6%) e os proveitos de aposento aproximaram-se dos 569,7 milhões (+18,7%). O RevPAR atingiu os 104,22 euros (+16,5%) e o ADR fixou-se nos 127,93 euros (+13,6%).

O alojamento local foi o segmento com maior crescimento entre os principais tipos de alojamento. Em 2025 contabilizou 778,1 mil hóspedes, mais 19,1% do que no ano anterior, que deram origem a cerca de 3,8 milhões de dormidas, um aumento de 18,7%.

Este segmento passou a representar 30% do total das dormidas no alojamento turístico coletivo da região.

Já o turismo em espaço rural e de habitação registou 73,9 mil hóspedes (+0,2%) e 288,2 mil dormidas (+4%), correspondendo a 2,3% do total. Em sentido contrário, o time-sharing registou uma quebra de 8,2% nas dormidas, que totalizaram 524,5 mil.

Golfe e cruzeiros também cresceram

Os resultados divulgados pela DREM mostram ainda um crescimento noutras atividades ligadas ao turismo. Nos três campos de golfe da Madeira realizaram-se 85.312 voltas em 2025, mais 8% do que no ano anterior, gerando receitas de cerca de 4,5 milhões de euros (+12,9%).

Já o movimento de passageiros em navios de cruzeiro aumentou 1,8%, para 729,8 mil passageiros em trânsito, distribuídos por 331 escalas, mais 15 do que em 2024. Segundo a DREM, 80,5% deste movimento concentrou-se no primeiro e quarto trimestres do ano.

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