“Máximo histórico”. Residentes em Portugal fazem mais de 26 milhões de viagens em 2025

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Os residentes em Portugal nunca viajaram tanto. O ano de 2025 ficou marcado por um novo “máximo histórico” nas suas deslocações turísticas, com um total de 26,049 milhões de viagens, o que representa um crescimento de 13,7% face ao ano anterior e a ultrapassagem, pela primeira vez, dos níveis registados antes da pandemia (24,5 milhões em 2019).

Segundo dados provisórios do Instituto Nacional de Estatística (INE), divulgados esta terça-feira, o crescimento foi transversal a todos os tipos de deslocação. As viagens em território nacional aumentaram 14%, para 22,192 milhões, representando 85,2% do total, enquanto as deslocações ao estrangeiro cresceram 12,5%, para 3,858 milhões – em ambos os casos atingindo também valores recorde.

O “lazer, recreio ou férias” voltou a ser o principal motivo das viagens, concentrando 50,2% do total, o equivalente a 13,1 milhões de deslocações (+12,3% face a 2024). Seguiu-se a “visita a familiares ou amigos”, responsável por 37,5% das viagens (9,8 milhões; +13,1%), enquanto as deslocações por motivos “profissionais ou de negócios” representaram 7,0% (1,8 milhões) e registaram o maior aumento homólogo, de 23,9%.

Desde 2016, as viagens dos residentes em Portugal ao estrangeiro registaram um crescimento médio anual de 7,9%, acima das deslocações em território nacional, que cresceram em média 2,2% ao ano.

Segundo o INE, o “alojamento particular gratuito” manteve-se como a principal opção de alojamento, embora com menor peso (58,4%, -1,0 pontos percentuais face a 2024). Já os “hotéis e similares” concentraram 25,3% das dormidas (+0,7 p.p.) e o alojamento “particular pago” representou 12,2%.

No entanto, a duração média das viagens fixou-se em 3,90 noites, abaixo das 4,07 registadas no ano anterior, sendo o valor mais baixo desde 2016.

Entre os principais destinos internacionais, Espanha continua a ser a principal escolha dos residentes (38,8%; -1,8 p.p.), seguida de França (9,7%; +0,2 p.p.) e Itália (6,3%; +0,1 p.p.). No total, as viagens para países da União Europeia cresceram 9,7%, representando 69,7% das deslocações ao estrangeiro.

Em território nacional, a região Norte manteve-se como o destino preferido dos residentes, concentrando 23,8% das viagens, apesar de uma ligeira quebra (-1,2 p.p.). Seguiu-se a região Centro (22,1%), enquanto o Oeste e Vale do Tejo destacou-se pelo maior aumento de representatividade (+1,9 p.p.), atingindo 12,8%, o mesmo valor do Algarve.

No conjunto do ano, metade da população residente (50,3%) realizou pelo menos uma viagem turística, mais 1,6 pontos percentuais do que em 2024, o equivalente a mais 240,5 mil turistas.

Só no quarto trimestre de 2025, o número de viagens aumentou 13,2% e ultrapassou, pela primeira vez, os seis milhões neste período. Este crescimento resultou tanto do aumento das deslocações internas (+12,8%) como das viagens ao estrangeiro (+15,7%).

Neste período, a “visita a familiares ou amigos” manteve-se como o principal motivo de viagem, representando 2,9 milhões de deslocações (+15,3%) e 48,0% do total. As viagens de “lazer, recreio ou férias” também cresceram, 14,6%, para 2,3 milhões (38,1%), enquanto as deslocações por motivos “profissionais ou de negócios” aumentaram 6,4%, totalizando 438,5 mil (7,3%).

O “alojamento particular gratuito” concentrou 70,0% das dormidas no trimestre (13,5 milhões), com a duração média das viagens a fixar-se em 3,22 noites.

No último trimestre do ano, 23,4% dos residentes realizaram pelo menos uma deslocação turística, mais 3,3 pontos percentuais em termos homólogos.

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