Segunda-feira, Junho 17, 2024
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Metaverse, Reservas Diretas, Digital Nomads

Chegou, finalmente, o primeiro verão sem pandemia. Chegou, finalmente, a altura que todos desejávamos: viajar (quase) sem restrições.

Num mundo que esteve fechado durante dois anos parece que tudo voltou ao normal. Tanto voltou que os aeroportos de toda a europa estão com dificuldades em acompanhar o número de voos e os atrasos são imensos.

Porém, apesar de tudo ter regressado, terá algo mudado? O que procura um turista agora? Em que termos o digital apoia ou influencia essa decisão? Serão esses os pontos que vamos abordar no artigo de hoje. Para tal, vamos colocar em perspetiva diferentes termos e ver os resultados. Espero que estes “combates” sejam tão emocionantes quanto um Rocky vs Creed e me acompanhem até ao fim.

Longa estadia vs. Curta Estadia

Vamos ali dar um “saltinho” a Paris?

A opção ainda existe, mas parece cada vez menos usual.

De acordo com o Eurostat (2019), existem duas categorias de estadia: estadias curtas e longas. As estadias curtas incluem visitas de uma a três noites, enquanto as estadias longas incluem viagens com duração de quatro noites ou mais.

Este tipo de estadia tem já por tradição ser diferente consoante diferentes destinos. Por exemplo, em Lisboa ou na Ilha da Madeira existe uma inclinação para estadias de longas durações, enquanto no caso de Paris ou Londres as estadias são maioritariamente curtas.

No entanto, segundo o artigo Annals of Tourism Research Empirical Insights, a tendência começa a ser outra, sendo que os turistas começam a optar por países e não por cidades apenas, ou seja, por estadias de longa duração no país que visitam, mas em diferentes cidades. Deixou-se de visitar Míconos para visitar a Grécia.

Mas são os Digital Nomads que agora, pós pandemia, alteraram o prisma turístico. Graças ao trabalho remoto estes optam pela verdadeira experiência de viver num país, passando por vezes 3 meses nos locais. Escolhem cidades com custos de vida mais baixo e culturalmente diferentes. Imagine-se a viver em Lisboa com um ordenado alemão. É um pouco isso que acontece.

O meu conselho seria criar parcerias de longa duração. Se tiver um alojamento no Porto tente uma parceria com um de Coimbra, em que fazem ponte entre alojamentos aos turistas. E também não se esqueça de criar packs (durante as épocas baixas) de longa duração para Digital Nomads, mas para tal deve oferecer-lhes as necessidades básicas para conseguirem trabalhar no seu alojamento.

Experiência Imersiva vs. Realidade Virtual

Aqui já tive oportunidade de falar de Feedback, Influenciadores, e até de algumas dicas para 2022 e em todos este artigos abordo a importância da experiência oferecida ao turista. E aqui não me dirijo apenas aos alojamentos, mas também a quem organiza atividades turísticas.

Com o surgir do Metaverse, da realidade virtual e com a cada vez mais influente ligação que temos à internet, para um individuo ficou mais fácil ter diferentes experiências em casa. No entanto, estivemos todos dois anos em isolamento, dois anos online e, mesmo apesar da oferta cada vez maior, a experiência real, de uma visita real, de uma atividade humana é (ainda) a escolha favorita do turista.

Liz Ortiguera, CEO da The Pacific Asia Travel Association (PATA) disse numa entrevista “Inquéritos nas redes sociais mostraram que os viajantes que têm experiências imersivas são mais propensos a publicar sobre elas, o que é bom para o setor.” Ou seja, se a procura por experiências reais continua a ser opção, através de experiências reais gratificantes a probabilidade de um turista partilhar esse momento nas suas redes sociais é grande.

Reservas diretas vs. Reservas Indiretas

Finalmente, as reservas diretas contra as reservas indiretas e neste temos boas notícias.

Sandra Carvao, Chief of Market Intelligence and Competitiveness na United Nations World Tourism Organization (UNWTO) para a plataforma Weforum afirmou que, segundo a última pesquisa feita pela organização, as reservas diretas estão a aumentar. Isto deve-se a fatores importantes como a aposta cada vez maior das empresas em trabalhar as suas plataformas digitais como também pelo facto de o turista estar cada vez mais informado. O turista começa também ele a procurar opções nos sites da empresa na busca de preços mais competitivos ou de packs especiais.

É por isso que acho fundamental no seu site ter algum tipo de oferta que não pode ser encontrada em mais nenhum local. É dessa forma que pode tornar as reservas diretas mais apetecíveis. Mas como obter reservas diretas? Através da procura da dinamização da sua empresa, através dos diversos mecanismos digitais, nomeadamente as redes sociais, as plataformas de ADS e da otimização de SEO.

Para terminar

Depois das dificuldades sentidas no sector turístico ao longo dos últimos anos é bom sentir uma lufada de ar fresco e esperança, mas existe algo que nenhum sector pode fazer: deixar de evoluir. É necessário saber as tendências, saber como atrair clientes e como acompanhar a evolução tecnológica e humana. Espero que estas dicas o ajudem nessa evolução.

Boas reservas!

Por Miguel Estorninho

Licenciado em Marketing, Publicidade e Relações Públicas, Mestrando em Ciências da Comunicação. Cofundador da Agência Digital Natives e Mestre em Marketing e Comunicação

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