Quarta-feira, Agosto 17, 2022
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Miguel Câncio Martins volta a apostar na hotelaria com a abertura do Palácio Ludovice

Depois de ter aberto, em 2019, o hotel Quinta da Comporta, o arquiteto Miguel Câncio Martins volta a apostar na hotelaria com a abertura este mês do Palácio Ludovice, em Lisboa.

Resultado de um investimento de 26 milhões de euros, o Palácio Ludovice Wine Experience Hotel nasce da reconversão de um palacete do século XVIII, localizado no Miradouro de São Pedro de Alcântara. O nome Ludovice vem do autor e primeiro proprietário do edifício, o arquiteto alemão Johann Friedrich Ludwig conhecido em Portugal como João Federico Ludovice – arquiteto principal do rei D.João V, no século XVIII. O nome do arquiteto pode não soar familiar, mas a obra fala por si: foi o arquiteto do Palácio Nacional de Mafra. Voltando ao palacete, construi-o para servir de sua residência, alugando uma parte do edifício. São muitas as histórias que podem ser contadas sobre Ludovice e o seu palacete, mas talvez a principal seja que o edifício sobreviveu ao terramoto do 1755, servindo a sua estrutura, em sistema de gaiola, de inspiração À reconstrução da baixa pombalina.

É o próprio arquiteto, Miguel Câncio Martins, que recorda a história numa visita pelo hotel.

Depois de Ludovice, e nos séculos seguintes, o edifício passou por várias transformações e “inquilinos”, incluindo o Instituto Português do Vinho do Porto.

Miguel Câncio Martins comprou o edifício no final de 2015. O projeto surgiu na vida do arquiteto em simultâneo com a Quinta da Comporta. Gostava de ter um hotel em Lisboa, porém “não estava com muita pressa”. No entanto, quando esta oportunidade surgiu, não tinha como recusar. “Com esta localização, melhor sítio que este não podia haver, com vistas desafogadas”, conta.

Miguel Câncio Martins assumiu o projeto de renovação e fez questão de preservar  partes importantes do edifício, como os azulejos e os tetos de reboco “de modo a transportar a identidade antiga para o nascimento deste majestoso hotel, assinalando uma nova era para o edifício histórico”.

O hotel oferece 61 quartos e suites, “cuidadosamente desenhados para reavivar elementos do séc. XVIII e casá-los com os mais luxuosos confortos, para conferir uma experiência única e inesquecível em pleno coração de Lisboa”.

Localizado no claustro do palacete, rodeado dos seus jardins verticais e iluminação única, fica o Federico, o restaurante do Palácio Ludovice. Aqui servem-se os pequenos-almoços, mas o objetivo é que seja procurado pela comunidade local nos almoços e jantares. Ao lado, encontra-se o bar, com um balcão desenhado pelo arquiteto Miguel Câncio Martins, que rouba as atenções.

Para o menu, a equipa adotou uma filosofia de regresso às origens, com clássicos portugueses e franceses, e um foco no produto local e de qualidade e uma ligação única ao vinho e à sua história.

Os clientes podem encontrar uma típica Chanfana, à moda de Coimbra, acompanhada de puré de batata trufado e espuma de grelos; um presunto curado de 24 meses, dum pequeno produtor local que fornece, entre outros, o chef Alain Ducasse e alguns dos melhores restaurantes do mundo.

Da oferta do hotel fazem ainda parte o CAUDALIE VINOTHÉRAPIE BOUTIQUE-SPA, com porta para a rua. Além de uma loja,  tem duas salas de tratamento que oferecem tratamentos faciais e corporais inspirados nos protocolos de assinatura da marca.

O Palácio Ludovice Wine Experience Hotel encontra-se em soft opening mas as reservas correm a bom ritmo, como conta Teresa Abreu, responsável de vendas do hotel. Os mercados de aposta são o americano, brasileiro e europeus, nomeadamente o francês.

“O objetivo é apresentar um hotel de hospitalidade 100% portuguesa, com um carácter único, porque o edifício é único e a sua história também”, afirma.

A direção do hotel está a cargo de Luís Santos, com um equipa que contará com cerca de 50 colaboradores.

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