Domingo, Agosto 14, 2022
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Mini-bar, room service e limpeza. Que serviços sobreviverão à pandemia?

“É mais do que provável que algumas mudanças operacionais decorrentes da pandemia permaneçam para sempre na forma de operar de um hotel”, defende o artigo do Skift, intitulado “Hotels Scored Profits With Massive Pandemic Cost Cuts — But at What Price?” e publicado no passado dia 26 de março.  

O check-in e o check-out sem contato através de um dispositivo móvel está a aumentar e os níveis de contacto necessários numa receção futuramente a diminuir.

A Hoti Hotéis lançou no início deste ano a  WebApp que premite, além do check-in, ter acesso a várias informações sobre os serviços das unidades do Grupo, diminuindo a necessidade de interação pessoal.

Por outro lado, a limpeza diária durante a estadia, principalmente no setor hoteleiro com serviços limitados, provavelmente acabou para sempre. Os custos de limpeza sempre foram uma das maiores despesas na administração de um hotel, disseram analistas e proprietários ao site Skift sobre a extensão da pandemia. 

Encontrar formas de reduzir as despesas era importante antes da crise pandémica. Mas há limites quanto ao que pode ser cortado permanentemente, especialmente no setor hoteleiro com um serviço completo. 

De acordo com o Skift, apenas quatro dos 28 hotéis da empresa americana de hotelaria de luxo que possui ou hotéis nos Estados Unidos e Canadá, a Loews Hotels & Co, permaneceram abertos durante a pandemia, e a capacidade de gerir um restaurante ou bar foi um dos fatores determinantes para a empresa reabrir uma propriedade temporariamente encerrada.

“Uma parte importante de nossa tomada de decisão foram as restrições ao serviço de F&B”, disse Monica Xuereb, diretora de receita da Loews Hotels, na conferência da STR. “Somos uma empresa de hotéis de luxo, então, se não houvesse recursos de F&B, isso limitaria nossa capacidade de oferecer a experiência que oferecemos aos nossos hóspedes.”

A Loews foi capaz de cortar custos a ponto de um de seus hotéis de 400 quartos só precisar atingir uma taxa de ocupação de 10% para equilibrar os custos fixos como o pagamento de ordenados, renda e impostos. A empresa reconhece que alguns serviços em que não se ganha dinheiro, como orrom service, eventualmente terão que voltar.

Já CEO da Hilton, Chris Nassetta, terá dito numa conferência com investidores o seguinte: “O trabalho que estamos a fazer agora em cada uma de nossas marcas é torná-las negócios com margens mais altas e criar mais eficiência de trabalho, especialmente nas áreas de limpeza, alimentos e bebidas e outras áreas. Quando sairmos da crise, esses negócios terão margens mais altas e exigirão menos mão de obra do que antes da Covid. ”

“A intenção aqui é bastante clara – muitos dos cortes que foram feitos durante a pandemia do coronavírus vieram para ficar”, escreveu o site One mile at a time, no artigo “Hilton CEO Warns Hotel Service Cuts Are Permanent” (CEO do Hilton avisa que cortes no serviço de hotel são permanentes).

No mesmo artigo, o autor conclui que a indústria hoteleira será permanentemente transformada, mas não tão radicalmente como o CEO da Hilton sugere. Em última análise, “os consumidores ainda têm certas expectativas e, se o Hilton não oferecer o que os hóspedes desejam, outras marcas o farão”.

“A indústria hoteleira é competitiva e não julgo que o cenário permitirá que grupos de hotéis cheguem tão longe quanto a Hilton está a sugerir, embora algumas coisas não voltem aos níveis de serviço pré-coronavírus. É razoável que a limpeza diária nunca retorne totalmente, com exceção dos hotéis de luxo; O serviço de quarto e os minibares não geram muito dinheiro para a indústria hoteleira, embora sejam boas comodidades; Não ficaria surpreso se fossem substituídos por opções”.

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