O Agrupamento Newtour/MS Aviation considera inaceitável a “postura bloqueadora” do Conselho de Administração da SATA Holding, que tem “erguido sucessivos condicionalismos ao diálogo” e “impedido os trabalhadores de conhecerem a verdadeira situação da empresa”.
O Agrupamento Newtour/MS Aviation solicitou autorização formal para dialogar com os trabalhadores, sindicatos e seus representantes, mas não viu o pedido autorizado. Em comunicado, o consórcio afirma que, na prática, a Administração da SATA “está a impedir uma conversa factual e transparente entre quem trabalha na empresa e quem a quer adquirir”.
“A atitude da SATA Holding só pode ser entendida como uma manobra”, já que, desde a primeira hora, o diálogo “franco e honesto” é condição essencial do agrupamento para a apresentação de uma proposta e, ao não autorizar o diálogo, “não só esconde a realidade da companhia aérea como nega aos trabalhadores o direito de conhecerem o Projeto Estratégico do Agrupamento”.
O Agrupamento Newtour/MS Aviation reforça, em comunicado, que a sua intenção “nunca foi partilhar informação com estranhos, mas sim com os trabalhadores da Azores Airlines, a quem não pode ser negado o direito à verdade”.
“Contudo, a redação do compromisso de confidencialidade (disponível para consulta pública) impede conversas, negociações, condições e qualquer outro facto ou informação relacionado com a transação que não seja público, bem como qualquer informação desenvolvida de forma independente pelo Beneficiário [Agrupamento Newtour/MS Aviation], ou em seu nome”, lê-se na nota divulgada.
O Agrupamento Newtour/MS Aviation garante que continua empenhado em apresentar uma “solução sólida”, convicto de que tal “só será possível com verdade e transparência”.
“O tempo das desculpas acabou. Ou se trabalha, em conjunto, para salvar a Azores Airlines – o que implica abertura ao diálogo – ou ficará claro, aos olhos de todos, quem não quer que a companhia aérea tenha futuro”, afirma o consórcio.



