Terça-feira, Dezembro 9, 2025
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Novo Vila Galé é alvo de polémica: “Intervenção no castelo estava licenciada e autorizada”

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Após o presidente da Câmara de Ponte de Lima ter aplicado um embargo parcial à construção de um novo Vila Galé no Castelo de Curutêlo, Jorge Rebelo de Almeida, presidente do grupo Vila Galé, reagiu à medida, afirmando que “a intervenção no castelo estava licenciada e autorizada”.

“Não se justifica o embargo. Não vejo razão nenhuma para nos estarem a complicar a vida”, afirmou o responsável pelo grupo hoteleiro, que garantiu ter contestado o embargo na passada sexta-feira, dia 11. O embargo surge após o Bloco de Esquerda (BE) ter questionado o Ministério da Cultura sobre a reconversão do castelo, que considera estar “a destruir e a descaracterizar o imóvel”.

Jorge Rebelo de Almeida referiu ainda que todo o projeto hoteleiro, que inclui o castelo, “demorou dois anos a licenciar, pela Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte (CCDR-N), pela Cultura (antiga Direção Geral do Património Cultural, atualmente Património Cultural) e pela câmara de Ponte de Lima”.

“Disparate total. Nós temos aqui uma obra que devia alegrar as pessoas da região e do país. A Vila Galé não é uma empresa de vão de escada. Está tudo aprovado. Tudo certinho”, frisou Jorge Rebelo de Almeida, revelando que está agendada para quarta-feira, dia 16, uma reunião na CCDR-N.

“Se houver bom senso isto fica resolvido. Isto é uma coisa que não tem justificação nenhuma. Não estou a perceber porque nos estão a perseguir por isto”, disse.

Em causa, prosseguiu, está uma intervenção realizada no teto do castelo. O presidente da Vila Galé adiantou ter contratado “uma empresa pública especializada que concluiu que a madeira não tinha ponta por onde pegar”.

“Quando temos uma emergência, quando se abre um telhado e se vê a estrutura de madeira à beira de cair, avançamos com uma solução para travar aquilo”, afirmou, referindo que em substituição aplicou estruturas de aço leve, o mesmo material utilizado “na recuperação de outras casas da propriedade e que foi licenciada pelas entidades competentes”.

Embargo parcial

Na passada quinta-feira, dia 10 de outubro, o presidente da Câmara de Ponte de Lima explicou que o embargo foi decretado porque “o projeto previa uma intervenção residual dentro do paço e fizeram-se alterações de monta”.

Segundo o autarca, a fiscalização permitiu detetar “uma intervenção dentro do paço que não estava devidamente licenciada”, apontando “a substituição de pavimentos, de cobertura e de reforço estrutural através da aplicação de uma cinta interior que, segundo os técnicos, parece ser em betão armado”.

Num esclarecimento enviado à agência Lusa, a Unidade de Cultura da CCDR Norte considerou “haver incumprimento do projeto aprovado pela tutela do Património Cultural (então, Direção Geral do Património Cultural), em 2023, em particular, desconformidades da intervenção no imóvel classificado (na cobertura e pavimentos, por exemplo)”.

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