Domingo, Dezembro 7, 2025
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Nuno Mateus: “Seria mais benéfico se a easyJet voasse diretamente para a cidade da Praia”

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Nuno Mateus, diretor-geral da Solférias, partilha da mesma opinião de Sónia Regateiro, diretora comercial do operador turístico, e concorda que seria mais benéfico se a easyJet operasse diretamente na cidade da Praia, em Cabo Verde, em vez de voar para a Ilha do Sal.

O responsável falava no evento de celebração dos 60 anos do primeiro voo turístico para Cabo Verde, que se realizou esta segunda-feira, dia 4, na Universidade Lusófona de Lisboa.

“Os hotéis da Ilha do Sal estão cheios, aliás, neste momento, não há um quarto disponível na região. Eu gosto da concorrência, mas é preciso camas, portanto, é preciso construir muitos mais hotéis e, naturalmente, alojamento local”.

Presente no evento, Alexandre Abade, CEO do Grupo Oásis Atlântico, deu ênfase ao discurso de Nuno Mateus, revelando que um dos hotéis do grupo Oásis, em Cabo Verde, vai atingir pela primeira vez, no mês de novembro, uma taxa de ocupação de 99%, algo que, para o empresário, “não era possível de acontecer”.

“Creio que há espaço para crescer e tem que haver um aumento da oferta hoteleira para acompanhar o crescimento a nível da aviação para a Ilha do Sal. O desafio é este: haver acomodação para toda esta oferta de lugares para a região”.

Além do grupo ter projetos, o CEO da Oásis Atlântico lembrou que só daqui a três anos haverá um aumento da oferta hoteleira na ilha. “Se tal não vier a acontecer, penso que, numa primeira fase, aquilo que se irá verificar é um aumento do alojamento local e uma maximização da operação dos hotéis já existentes. O crescimento do alojamento local também traz desafios ao nível da habitação e da mão-de-obra qualificada.”

Por sua vez, Mário Almeida, Board Member da Newtour, acredita que, com a entrada da easyJet em Cabo Verde, os preços vão “mudar muito”. “A easyJet vende os bilhetes a 75 euros, mas este valor muda se houver uma bagagem de porão. Um voo doméstico Praia-Sal são 120 euros, o que quer dizer que na verdade, além de não haver camas disponíveis, não haverá viagens interilhas, porque juntando o bilhete da easyJet mais o voo doméstico o voo fica mais caro que um Lisboa-Praia. Julgo que Cabo Verde tem de voltar ao passado e trazer de volta o Cabo Verde Air Pass, um passe de 60 euros para voar interilhas.”

Para finalizar, Nuno Mateus disse que o calcanhar de Aquiles de Cabo Verde é sem dúvida os voos domésticos. “Os voos domésticos são a única forma de haver uma expansão, aproveitar os quatro aeroportos internacionais e colocar realmente turistas, como nós dizemos, a rodar. Neste aspeto, Cabo Verde está pior do que estava há 20 anos, porque não tem uma rede de voos domésticos que dê garantia aos operadores turísticos de não haver problemas. Ao resolver esta questão dos voos domésticos, acredito que Cabo Verde pode crescer bastante, porque há muitas ilhas que praticamente não têm turismo.”

Recentemente, a easyJet fez a sua estreia em Cabo Verde, ao aterrar na Ilha do Sal no passado dia 29 de outubro. A nova rota foi anunciada em maio e oferece cerca de 50 mil assentos para a temporada de inverno, conectando Lisboa e Porto à Ilha do Sal.

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