A easyJet e a Rolls-Royce anunciaram esta quarta-feira, 29 de abril, a conclusão “com sucesso” de um programa de testes com hidrogénio como combustível de aviação, considerado “um passo significativo nos esforços para reduzir as emissões do setor”.
Nos testes foi utilizado um motor aeronáutico Rolls-Royce Pearl 15 modificado, que operou com 100% de hidrogénio no Centro Espacial John C. Stennis da NASA, no estado norte-americano Mississippi, tendo atingido a potência máxima de descolagem.
Em comunicado, a companhia low-cost easyJet adiantou que estes testes em terra demonstraram que “um motor a jato moderno, escalável para equipar uma aeronave de fuselagem estreita”, pode “operar em segurança com hidrogénio durante todo o ciclo de voo e sob condições exigentes”, incluindo arranque, descolagem, cruzeiro e aterragem, num ambiente totalmente simulado.
Este resultado surge após quatro anos de colaboração entre as duas empresas e parceiros globais, num programa que procurou “explorar o hidrogénio como um potencial combustível de aviação e gerar conhecimento técnico para futuras aplicações de propulsão”.


A easyJet destaca que teve “um papel central no apoio ao desenvolvimento da tecnologia de turbinas a gás a hidrogénio”, enquadrando o projeto nas suas ambições de descarbonização a longo prazo.
Já a Rolls-Royce seguiu “uma abordagem incremental, orientada pela tecnologia”, com evolução desde testes iniciais realizados no Reino Unido em 2022 até à integração completa num motor demonstrador. Foram desenvolvidas soluções para substituir o querosene tradicional por hidrogénio, adaptando o motor, tendo em conta “os impactos de carbono e não relacionados com o CO2”.
Além disso, o projeto contou com o contributo da Tata Consultancy Services, cuja parceria “ajudou a acelerar o progresso em direção aos objetivos tecnológicos”, através do reforço de capacidades em áreas críticas de engenharia.
De acordo com o comunicado, o programa permitiu recolher “informações valiosas sobre a combustão de hidrogénio, os sistemas de combustível e a integração de motores”, reforçando o potencial desta tecnologia para “ajudar a reduzir significativamente as emissões de carbono na aviação europeia e britânica, complementando o combustível de aviação sustentável (SAF) para apoiar o crescimento futuro”.



