Sábado, Fevereiro 24, 2024
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O melhor e o pior de 2023

O ano está a acabar e quisemos saber que balanço fazem os profissionais de turismo de 2023. Saiba o que elegeram como o melhor e o pior do ano e os seus desejos para 2024. Com as opiniões de José Santos, Francisco Moser, Nuno Mateus e Raul Almeida.

José Santos, presidente da Entidade Regional de Turismo do Alentejo e Ribatejo

José Manuel Santos, presidente da Entidade Regional do Turismo do Alentejo e Ribatejo

+Melhor

A despeito de algum impacte conjuntural no modo como os fluxos turísticos se distribuíram, a realização das Jornadas Mundiais da Juventude marcou o regresso do país à realização de grandes eventos, recolocando Portugal no lote de nações capazes de organizar acontecimentos desta dimensão, conferindo também notoriedade e visibilidade ao nosso turismo e projetando-o junto de futuros e potenciais turistas. Em segundo lugar, ainda sem impacto visível, mas acredito que terá a prazo, salientaria a Agenda do Turismo para o Interior.

-Pior

Instabilidade trazida pelo programa Mais Habitação à atividade do sector do Alojamento Local

Um desejo para 2024

Seria desejável alguma estabilização de preços, nomeadamente no alojamento, para que o mercado nacional continue como até aqui fiel e” ligado” aos destinos regionais do país.      

Francisco Moser, CEO de Hospitality da Arrow Global Portugal

Francisco Moser, Hospitality Director da Norfin e CEO da Details Hotels & Resorts

+Melhor

Consolidação da procura, melhoria geral da performance do setor turístico.

-Pior

Dificuldade no recrutamento de mão de obra qualificada para o setor.

Um desejo para 2024

Será que é em 24 que temos decisões objetivas sobre o novo aeroporto?

Nuno Mateus, diretor geral da Solférias

+Melhor

A retoma global do turismo como empresa essencialmente de outgoing, foi o primeiro ano depois da covid-19 que vendemos sem restrições todos os destinos que habitualmente programamos, julgo que essa reabertura do ano é a parte mais positiva.

-Pior

Os conflitos acabam por ter uma consequência direta e indireta, por duas vertentes: além de naturalmente os preços aumentarem e influenciar o poder de compra, no nosso caso, coloca ainda outro problema: os destinos de maior procura dos mercados da Europa Central acabam por estar mais afunilados e coincidirem com uma boa parte dos destinos onde temos uma grande procura também, provocando uma limitação de quartos. É o caso de Cabo Verde, que neste momento continua com 100% de ocupação.

Um desejo para 2024

Em primeiro lugar, que haja paz, o mundo está demasiado crispado, precisamos de paz, precisamos de celebrar a vida, para que o turismo continue com esta tendência positiva. Outro desejo: queria ter um aeroporto em Lisboa.

Raul Almeida, presidente da Entidade Regional de Turismo do Centro

Raul Almeida / DR

+Melhor

Claramente, o grande crescimento da procura pelo destino Portugal, por ser, entre muitos outros motivos, um país seguro, com uma excelente qualidade de serviços e uma ímpar hospitalidade. Na região Centro de Portugal, em concreto, a procura registou níveis nunca antes vistos. Este foi o melhor ano de sempre para a atividade turística no território, nos indicadores mais importantes.

-Pior

Sem dúvida, o conflito Israel/Hamas, que veio juntar-se à guerra da Ucrânia. Estes são fatores que acabam por influenciar negativamente a predisposição das pessoas para viajar, a que se soma a inevitável subida do custo de vida, questão que se reflete na disponibilidade financeira para viajar. A isto, acresce a instabilidade política que se tem vivido nos últimos meses em Portugal, que não beneficia a estabilidade necessária para o crescimento económico do país, em particular, do setor turístico.

Um desejo para 2024

Face ao atual contexto geopolítico que vivemos, desejar a paz, mais do que um cliché, é uma inevitabilidade. A um nível mais setorial, desejo que, em 2024, o Governo reforce a capacidade de ação das Entidades Regionais de Turismo. Os bons resultados mostram que este modelo funciona, uma vez que são as ERT que conhecem melhor o território e os seus produtos turísticos. E, por fim, que cada vez mais turistas escolham o Centro de Portugal como destino turístico, durante todo o ano. Faço votos de um feliz 2024 para todos!

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