Com candidaturas abertas para dois programas executivos, a NOVA IMS e a ESHTE reforçam a aposta na analítica aplicada ao turismo e a NOVA IMS promove, a 22 de abril, um encontro com stakeholders do setor para discutir “Data Spaces for Better Destinations” e o uso estratégico de dados no turismo.
O turismo está a mudar. E uma parte decisiva dessa mudança passa pelos dados. Numa indústria cada vez mais pressionada pela volatilidade da procura, exigência de sustentabilidade, necessidade de gerir fluxos e maior sofisticação na tomada de decisão, trabalhar com informação deixou de ser uma vantagem competitiva periférica para se tornar uma competência central. Foi precisamente neste contexto que a NOVA Information Management School (NOVA IMS) e a Escola Superior de Hotelaria e Turismo do Estorial (ESHTE) decidiram reforçar a sua aposta na analítica aplicada ao turismo, promovendo dois programas de formação executiva dirigidos a profissionais da hotelaria, dos destinos e da gestão do património.

A tendência não é apenas nacional. É também europeia. A União Europeia está a impulsionar a criação de espaços comuns de dados para várias indústrias, entre elas, para o turismo. Estes espaços comuns de dados deverão fomentar a competitividade, a resiliência, a sustentabilidade e a capacidade de inovação. É neste enquadramento que ganha particular relevância a participação da NOVA IMS no projeto DEPLOYTOUR, uma das iniciativas que está a ajudar a concretizar esta visão, e que reforça o posicionamento da escola numa área onde os dados, a inteligência artificial e a partilha de informação serão cada vez mais determinantes.
Com candidaturas abertas, a NOVA IMS e a ESHTE estão a promover dois cursos que respondem diretamente a esta transformação. O Business Analytics for Hospitality Management, coordenado por Nuno António e Paulo Rita, centra-se na utilização de dados para apoiar áreas como forecasting, pricing, revenue management, distribuição e análise do desempenho hoteleiro. “Num setor cada vez mais exposto à volatilidade da procura, à complexidade da distribuição e à pressão sobre a rentabilidade, decidir bem tornou-se mais difícil e mais crítico. É por isso que a capacidade de trabalhar com dados deixou de ser acessória e passou a ser uma competência central para quem gere operações hoteleiras”, nota Nuno António, professor da NOVA IMS e Co-coordenador do curso.

Já o Smart Destinations Management, coordenado por Miguel de Castro Neto, Diretor da NOVA IMS, e organizado pela NOVA IMS e ESHTE em parceria com os Parques de Sintra – Monte da Lua e apoio do Turismo de Portugal e do NEST – Centro de Inovação do Turismo, foca-se na gestão inteligente de destinos e património, com base em business intelligence, transformação digital e evidência analítica, incluindo um caso real desenvolvido com os Parques de Sintra – Monte da Lua. “Os destinos turísticos enfrentam hoje desafios muito mais exigentes do que há alguns anos: maior pressão sobre os territórios, necessidade de gerir fluxos, proteger património, responder melhor ao visitante e, ao mesmo tempo, demonstrar impacto e sustentar decisões. Neste contexto, a gestão de destinos deixou de poder assentar apenas em perceção ou experiência acumulada. Precisa cada vez mais de evidência, leitura analítica e capacidade de decisão informada”, salienta o responsável.

Na prática, a lógica é a mesma nos dois programas: dar a profissionais e organizações ferramentas para decidir melhor. Na hotelaria, isso significa perceber melhor a procura, afinar pricing, melhorar distribuição e antecipar padrões de comportamento. Nos destinos, significa compreender fluxos, identificar pressões, melhorar a experiência do visitante e sustentar decisões de governação com mais rigor. Mais do que acompanhar tendências, a proposta da NOVA IMS é preparar quem terá de liderar esta mudança no terreno.
Esta aposta terá também expressão pública no próximo dia 22 de abril, durante a tarde, com um evento na Reitoria da Universidade NOVA de Lisboa dirigido a stakeholders do turismo – empresas, municípios, regiões, universidades e outras entidades com interesses no setor. A sessão deverá centrar-se no conceito de Data Spaces e na utilização de dados no turismo, reunindo parceiros do DEPLOYTOUR e contando também, com a presença de um representante da Comissão Europeia, para enquadrar a aposta europeia nesta área.
Mais do que lançar dois cursos, a NOVA IMS e a ESHTE estão a afirmar uma ideia: o futuro do turismo será cada vez mais decidido por quem conseguir transformar dados em ação. E essa é uma mudança que já começou. As candidaturas estão abertas até 24 de abril, existem 60 bolsas disponíveis no âmbito do PRR e os cursos arrancam a 5 e 8 de maio, respetivamente.
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