A hotelaria portuguesa encerra 2025 com níveis elevados de procura na passagem de ano e um aumento dos preços face ao período homólogo. A taxa média de ocupação hoteleira a nível nacional situa-se nos 72%, enquanto o preço médio por quarto subiu cerca de 10%, de acordo com um estudo da NOVA Information Management School (NOVA IMS), com base em dados da Host Intelligence.
A análise, realizada pelo Tourism & Hospitality Analytics Lab da NOVA IMS, tem por base informação de 170 unidades hoteleiras e avalia a evolução da ocupação e do preço médio diário (ADR) entre 31 de dezembro e o primeiro fim de semana de janeiro. No último dia do ano, a ocupação média nacional fixou-se nos 72%, um valor muito próximo do registado em 2024 (72,9%). Já o ADR médio atingiu os 181,84 euros, refletindo um aumento de 9,4% face aos 169,46 euros praticados no mesmo período do ano anterior.
Em termos regionais, o Norte e a Região Autónoma da Madeira destacam-se com os níveis mais elevados de ocupação, de 85,1% e 82,8%, respetivamente, ambos acima dos valores de 2024. A Grande Lisboa mantém igualmente uma taxa de ocupação elevada, de 75,7%, embora com uma ligeira descida de 1,9 pontos percentuais face ao ano passado. A Madeira lidera também ao nível dos preços, registando o ADR mais elevado do país na Passagem de Ano, com uma média de 250,35 euros.
Para Nuno António, professor da NOVA IMS e coordenador do Tourism & Hospitality Analytics Lab, “a evolução observada na Passagem de Ano confirma a importância estratégica deste período para a hotelaria nacional”. Segundo o responsável, “mesmo num contexto comparável ao do ano anterior, os hotéis conseguem sustentar níveis elevados de ocupação e aumentar o preço médio por quarto, o que traduz uma procura forte e consolidada nos principais destinos turísticos”.
O estudo antecipa, no entanto, uma maior volatilidade no início de janeiro. Nos dias seguintes à passagem de ano, os dados apontam para uma recuperação da ocupação face a 2024 no dia de ano novo e na sexta-feira subsequente, acompanhada por aumentos do ADR em torno dos 10%. À medida que o período festivo termina, verifica-se uma quebra mais acentuada da ocupação e dos preços, sobretudo no domingo seguinte.
Entre 2 e 4 de janeiro, a evolução torna-se mais desigual a nível regional. A Região Autónoma da Madeira regista o maior crescimento da taxa de ocupação face a 2024, com um aumento de 20,2 pontos percentuais, enquanto o Centro, o Alentejo e a Grande Lisboa apresentam quebras. Ao nível dos preços, o Centro e o Algarve evidenciam as maiores subidas do ADR, na ordem dos 39,3%, em contraste com descidas observadas nos Açores, no Norte e na Grande Lisboa.
O estudo da NOVA IMS foi realizado com base em dados recolhidos a 29 de dezembro de 2025.




