Os volumes de passageiros aéreos, a nível global, estão cada vez mais próximos dos níveis de 2019 este ano, impulsionados pela redução da inflação e pelo aumento da confiança do consumidor, aliados à diminuição dos preços do combustível de aviação. De acordo com o Conselho Internacional de Aeroportos (ACI), os dados indicam que a forte procura por viagens aéreas continuará a melhorar durante a temporada de verão.
Prevê-se que os aeroportos recebam 2,7 mil milhões de passageiros no 2.º trimestre de 2023 e 2,9 mil milhões no 3.º trimestre do ano, sendo que o volume global de passageiros deverá atingir os 8,4 mil milhões em 2023, representando 92% dos níveis registados em 2019.
No entanto, antes da pandemia de covid-19, a previsão para o volume global de passageiros era de 10,2 mil milhões em 2022 – todavia, estima-se que o número real de passageiros em 2022 tenha sido de 6,8 mil milhões.
A Europa registou o maior aumento no tráfego de passageiros em 2022, impulsionada pelo aumento da procura de viagens de verão, com dois mil milhões de passageiros, equivalente a 81,1% dos níveis de 2019. Em 2023, a ACI prevê que a recuperação abrande no continente europeu, atingindo os 2,2 mil milhões de passageiros, ou seja 92,2% do nível de 2019.
“O aumento do número de passageiros, o crescimento da confiança do consumidor na maioria dos países da OCDE, juntamente com a redução dos preços do combustível da aviação, sugerem que a procura por viagens aéreas se manterá forte durante a temporada de verão no hemisfério norte”, afirmou o diretor-geral da ACI, Luis Felipe de Oliveira.
“Contudo, devemos permanecer vigilantes. As previsões de crescimento do PIB diminuíram e os preços da energia e dos alimentos, apesar de terem diminuído em relação aos valores máximos, ainda se mantêm superiores aos níveis pré-pandemia. A inflação também representará um problema a curto prazo, pressionando a viabilidade financeira dos aeroportos, que enfrentam custos operacionais mais elevados”, acrescentou.
Perante este contexto, Oliveira sublinhou a importância de os reguladores “apoiarem” os aeroportos, permitindo-lhes operar como empresas “por direito próprio”.






