O número de passageiros desembarcados nos aeroportos dos Açores voltou a diminuir em abril, registando uma quebra homóloga de 12,3%, segundo dados divulgados esta segunda-feira pelo Serviço Regional de Estatística dos Açores (SREA).
De acordo com o relatório sobre o movimento de passageiros aéreos, desembarcaram nos aeroportos do arquipélago 178.568 passageiros durante o mês de abril, menos do que no mesmo período de 2025.
Trata-se do quarto mês consecutivo de descida homóloga no número de desembarques por via aérea na região, depois de já se terem registado quebras entre setembro e novembro do ano passado.
A maioria dos passageiros desembarcados em abril teve origem em voos territoriais — ligações com o continente e Madeira —, que representaram 44% do total, com 78.571 passageiros. Seguiram-se os voos interilhas, com 76.508 passageiros (42,8%), e os voos internacionais, com 23.489 passageiros (13,2%).
A maior quebra verificou-se precisamente nos voos internacionais, com uma descida de 19,8% face ao período homólogo. Nos voos territoriais, a redução foi de 18%, enquanto os voos interilhas registaram uma quebra mais ligeira, de 2,6%.
Entre as nove ilhas dos Açores, apenas Santa Maria e Faial registaram aumentos no número de passageiros desembarcados, com subidas de 3,4% e 2,8%, respetivamente.
Já as maiores descidas verificaram-se no Corvo (-15,7%), São Miguel (-15,5%) e Terceira (-13,9%). São Jorge, Graciosa e Pico também registaram quebras, enquanto nas Flores os valores permaneceram praticamente estáveis.
São Miguel concentrou 59,6% do total de desembarques da região em abril, com 106.359 passageiros. Seguiram-se Terceira, com 34.711 passageiros, Faial, com 11.688, e Pico, com 9.473.
Também os embarques apresentaram uma evolução negativa. Em abril, embarcaram nos aeroportos dos Açores 174.041 passageiros, menos 12% do que no mesmo mês de 2025.
Tal como nos desembarques, a maior descida verificou-se nos voos territoriais (-18,5%) e internacionais (-17,8%), enquanto os voos interilhas registaram uma redução mais moderada, de 2,4%.




