O Turismo da Argentina reuniu esta terça-feira, 27 de janeiro, um grupo de agentes de viagens e operadores turísticos para apresentar a oferta turística do país. À margem do workshop, conversámos com Dante Querciali, presidente do Ente Patagónia Argentina, que explicou que um dos objetivos da região é “crescer na Europa, em particular, em Portugal, porque é um mercado com muito potencial”, mas considera que, sem voo direto, “é difícil”.
“Para nós, é muito importante crescer na Europa e, em particular, em Portugal, porque é muito mercado com muito potencial. Ainda não temos muitos visitantes portugueses na região, mas queremos mudar isso”, começou por dizer Dante Querciali.
O responsável pela entidade lembrou que Portugal não tem uma ligação aérea com Buenos Aires, a capital, tornando-se “mais difícil o fluxo de turistas”, salientando, no entanto, que, a partir de Madrid, os portugueses podem chegar à Argentina e, depois, à Patagónia.
No que toca ao perfil de turista, Dante Querciali disse que a Patagónia Argentina é a ideal para os aventureiros, que gostem de natureza, floresta, montanha e aves. “É um destino para os meses de verão – de outubro a março -, uma vez que é possível observar baleias em Puerto Madryn, visitar o Glaciar Perito Moreno, em El Calafate, e conhecer a cidade turística de Ushuaia, que fica no arquipélago da Terra do Fogo e é conhecida como ‘fim do mundo’”, acrescentou.
A região da Patagónia, segundo Dante Querciali, é o lugar mais distante da Argentina. “Concentramo-nos, principalmente, num produto de natureza. Temos mar, montanha, lagos, floresta, o Glaciar Perito Moreno e o Parque Nacional Terra do Fogo, conhecido como fim do mundo, e Ushuaia, que é a porta de entrada para a Antártida. Aliás, todos os cruzeiros que vão para a Antártida partem de Ushuaia. Na zona norte, temos as costas do Atlântico para a época de verão e a Cordilheira dos Andes, em Neuquén, um percurso cénico de 110 quilómetros que atravessa lagos, paisagens de pampas, florestas andino-patagónicas e montanhas. Se pudesse resumir a região numa frase, diria que é uma viagem pela natureza e por muitas paisagens.”
“Ao todo são seis províncias, com poucos habitantes, mas com um encanto e um ambiente que fazem com que a Patagónia seja conhecida além-fronteiras”, afirmou.
No workshop estiveram em destaque as regiões de Chubut, que se destaca pela sua oferta ligada à natureza e aventura, de Tierra de Fuego, que apresentou uma proposta centrada na “natureza extrema” e nas experiências de aventura, de Santa Cruz, conhecida pelo seu património natural e cultural, e de Rio Negro, um destino que combina natureza, aventura, gastronomia e turismo de neve.
Seguiram-se mais duas regiões: La Pampa, a porta norte da Patagónia, conhecida pela sua diversidade de paisagens que convidam a experiências de natureza, aventura e história, e Neuquén, que apresentou uma proposta ligada à Cordilheira dos Andes, um percurso cénico de 110 quilómetros que atravessa lagos, paisagens de pampas, florestas andino-patagónicas e montanhas.
Argentina recebe 12 mil turistas portugueses em 2025
Em 2025, a Argentina recebeu mais de oito milhões de turistas internacionais, dos quais 12 mil portugueses. Estes dados foram revelados por Federico Barttfeld, embaixador da República Argentina em Portugal, e Horacio Reppucci, secretário da Câmara Argentina de Turismo, durante o workshop.
Apesar destes números, Federico Barttfeld salientou que o ano de 2023 foi “marcante” para o turismo argentino, “porque a Argentina se consolidou como principal destino turístico da América do Sul, com um total de 7,3 milhões”.




