Sexta-feira, Abril 10, 2026
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Pedro Machado garante que Estratégia 2035 será apresentada “neste trimestre” e projeta 53 mil milhões em receitas

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A Estratégia Turismo 2035 será apresentada “neste trimestre”, assegurou o secretário de Estado do Turismo, Pedro Machado, sublinhando que o documento assenta em três objetivos centrais: “crescer em valor, crescer em coesão, crescer em competitividade.” A garantia foi dada esta segunda-feira, em Tróia, no 1.º painel da conferência da Confederação do Turismo de Portugal (CTP), dedicada ao tema “Horizonte 2035: Turismo como motor de transformação da sociedade portuguesa”.

“Posso garantir que neste trimestre nós apresentaremos as medidas. Ponto final”, afirmou, lembrando que a estratégia foi articulada com o ministro da Economia e da Coesão Territorial e pretende trazer “previsibilidade e consistência” ao setor.

Pedro Machado destacou que o turismo tem dado “um exemplo a Portugal de consistência, previsibilidade e confiança”, recordando que o país alcançou em 2024 as metas que estavam previstas apenas para 2027. “Se quisermos ser irónicos, significa que a estratégia estava errada, porque o mundo andou mais depressa do que nós”, observou.

O governante frisou que a nova estratégia visa projetar receitas de 53 mil milhões de euros em 2035 e permitir que o turismo represente cerca de 20% do PIB nacional. O Secretário de Estado sublinhou ainda que o setor deve ser “motor de internacionalização e exportação, mas também fator de coesão interna”.

“O país que recebe turistas tem de sentir vantagem competitiva em termos de turismo”, defendeu, acrescentando que parte da receita tem de ser refletida nas comunidades e nos territórios.

Acessibilidades e conectividade

Questionado sobre acessibilidades, o secretário de Estado reconheceu que o transporte aéreo continua a ser “decisivo”, representando “mais de 90% ou 95% da capacidade que temos para Portugal”. Pedro Machado assinalou, contudo, que é necessário reforçar a atividade do Porto e do Algarve, acelerar a ferrovia e valorizar a via portuária. Como sinal positivo, destacou o anúncio da Delta Air Lines, que, a partir de 2026, vai ligar os Estados Unidos diretamente ao Porto.

Reforma institucional

Pedro Machado defendeu também a necessidade de uma reforma na arquitetura institucional. Lembrou que, com as atuais entidades regionais, Açores, Madeira e as comunidades intermunicipais, o país pode chegar a ter “cerca de 28 estratégias” diferentes de promoção territorial. Para o secretário de Estado, esse cenário gera fragmentação e não serve a marca Portugal, pelo que é preciso um “trabalho de convergência” entre os vários atores.

O secretário de Estado anunciou ainda um reforço do financiamento das entidades regionais de turismo, através de mecanismos compensatórios, e garantiu que a ASAE terá mais meios. “Se a nossa ASAE for mais eficaz, tiver mais meios, cumprir melhor o seu papel, eu estou a gerar confiança no meu país, na minha oferta e nos meus empresários”, disse.

Entre os desafios para a próxima década, Pedro Machado apontou a sustentabilidade, a mitigação das alterações climáticas e a introdução da inteligência artificial, que classificou como “temas que não sendo novos, trazem hoje desafios acrescidos ao turismo.” Defendeu ainda a necessidade de desburocratizar processos, nomeadamente através da revisão do Regime Jurídico dos Empreendimentos Turísticos, que está em articulação com o Regime Jurídico da Urbanização e Edificação.

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