Trabalha desde os 15 anos, continua a visitar obras, desenha hotéis, organiza buffets e admite que a única coisa para a qual já não tem paciência são os “chatos”. O fundador da Vila Galé recebeu o TNews para uma conversa sobre liderança, Portugal, Cristiano Ronaldo e a vontade permanente de continuar a fazer acontecer.
Jorge Rebelo de Almeida entra na sala de reuniões da sede da Vila Galé, em Oeiras, pouco depois das 16 horas. O semblante está mais sério do que aquele a que habituou o setor ao longo de décadas. Acabou de sair de mais uma reunião e a agenda, essa, começou há muito. Faz uma pausa de uma hora para conversar com o TNews.
O dia começou às sete da manhã, com a prática de exercício físico, em casa, uma rotina que mantém três vezes por semana. Seguiram-se as “papeladas” e a organização da semana, tarefa que não tinha conseguido concluir no dia anterior. Daí seguiu para o escritório, onde passou a manhã toda na sala de projetos. Em cima da mesa estava a segunda fase do Vila Galé Nep Kids, no Alentejo, um projeto que o entusiasma particularmente.
“Vamos ampliá-lo e criar um outro segmento, desta vez para jovens dos 10 aos 16 anos. Os mais pequenos gostam da pista de carros, do carrossel e da piscina interior, mas os mais crescidos precisam de outras coisas, como simuladores. É isso que vou fazer nesta segunda fase”, explica.
A manhã prosseguiu entre plantas, desenhos e ideias. Pelo meio, houve ainda tempo para pensar nos jardins do Vila Galé Sintra, onde pretende criar um lago e dar uma nova vida aos espaços exteriores. “Também sou paisagista nas horas vagas”, diz, entre um sorriso e uma constatação que parece resumir a sua forma de estar.
O almoço foi no Vila Galé Collection Palácio dos Arcos, na companhia da consultora Richard Ellis, responsável pela intermediação da recente aquisição de um hotel na região da Reserva do Paiva, no Brasil, concretizada na semana anterior. Mas nem aí desligou.
“Aproveitei para ir ver o jardim do Palácio dos Arcos e perceber o que precisava para lhe dar uma melhorada.” O dia só terminará “quando já não há nada urgente para fazer no dia seguinte. Antes disso, não termina.”
Aos 77 anos, Jorge Rebelo de Almeida continua a viver os dias com a mesma intensidade de quando fundou a Vila Galé, há 40 anos. Passa quase metade do ano no Brasil, onde o grupo continua a crescer, mas, quando está em território nacional, há uma rotina que não abdica de cumprir: ir ao escritório e visitar obras.
“Hoje visito menos hotéis e concentro-me mais no escritório, mas também os visito. Fui ao Algarve no fim de semana, ao aniversário de uma neta minha, e aproveitei para visitar dois hotéis”, conta.
E obras não faltam. Há a Quinta da Cardiga, Miranda do Douro, Penacova, os projetos de manutenção e conservação das unidades já existentes e, claro, as novas apostas no Brasil.
“Nós estamos a começar com a obra na Quinta da Cardiga, estamos com a obra em Miranda do Douro, estamos com a obra em Penacova, temos sempre obras de manutenção e conservação a andar. Tenho de ir. O projeto é, normalmente, conceção minha e tenho de acompanhar a obra.” Não fala disso como uma obrigação. Pelo contrário. “Se posso dizer que hoje, de tudo o que tenho para fazer, que é muito, a parte onde me liberto, onde respiro e onde me sinto melhor é a conceber projetos. A imaginá-los e a fazê-los. E eu gosto de obras, não faço sacrifício nenhum. Muita gente pode achar um sacrifício. Eu gosto de conhecer obras.”
A pergunta impõe-se: onde vai buscar tanta energia? Jorge Rebelo de Almeida sorri. “Alguma coisa há de ser inata, não é? Devo sair à minha mãe ou ao meu pai, que me devem ter transmitido isso”, começa por brincar.
Mas a resposta está noutro lado. “O principal que me alimenta hoje é o prazer enorme que me continua a dar fazer obras.” E há uma razão adicional: a sensação de estar a deixar uma marca. “Hoje alimenta-me muito fazer obras em que sentimos que estamos a fazer o bem. Vamos fazer Miranda do Douro, que é uma terra que está a morrer, e vamos dar-lhe vida nova. O novo hotel vai gerar atração, vai levar gente para lá trabalhar, vai levar clientes.”
Há uma palavra que se repete inúmeras vezes ao longo da conversa: prazer. E, à medida que vai falando, percebe-se que existe uma expressão que resume tudo: “fazer coisas”.
Foi precisamente essa necessidade que o levou, há 40 anos, a trocar a advocacia pela hotelaria. “Eu gostava imenso de ser advogado. Fui para Direito porque queria ir para Direito desde os meus 14 ou 15 anos. Achei que devia ser advogado”, recorda. A mudança não aconteceu por cansaço ou desencanto. “Não me cansei de ser advogado, mudei de atividade. Mudei porque me faltava o prazer enorme de fazer coisas.” Ainda hoje fala dessa decisão como algo inevitável. “Sempre tive uma vontade incrível de chegar a um lugar e imaginar que vai ser um hotel. Como é que vai ser um hotel.” Apesar de ter abandonado a profissão, reconhece que o Direito lhe foi “imensamente útil” na construção da Vila Galé. Especializou-se em áreas pouco exploradas à época, como empreitadas, licenciamento e questões jurídicas ligadas à construção. “Aprendi tudo isso há mais de 50 anos, quando quase nenhum advogado sabia dessas matérias. E isso veio a ser extremamente útil para a minha vida, embora eu não imaginasse que iria enveredar pela hotelaria.”
“Eu costumo dizer que aprendi Direito com engenheiros, no Ministério das Obras Públicas. Eram engenheiros ótimos. Eu ainda estava a tirar o curso e eles eram mais objetivos, mais práticos, mais focados. A minha aprendizagem foi essa.”
Já teria desistido de construir hotéis se não aplicasse uma condição da qual não abdica. “Ao contrário de muitos outros, os hotéis que fazemos são todos diferentes. Cada um tem uma história, cada um tem vida própria, tem um tema. Se fosse para multiplicar hotéis iguais aos que já fizemos, devo dizer que parava, com certeza.”
É precisamente essa procura permanente pela diferença que explica por que motivo continua a trabalhar ao ritmo que trabalha. “Não cansa fazer coisas. Mas a gente sofre um bocadinho”, admite, entre risos. E sofre, sobretudo, pela disciplina que a vida lhe exige. “Tenho filhas pequenas a quem tenho de dar atenção, tenho sete netos, tenho uma família alargada. Mas a gente consegue, quando está treinado, gerir tudo.”
No Brasil, chega a estar três semanas a trabalhar sem parar. O cansaço existe, mas não é aquilo que mais pesa. “O cansaço pesa. Mas o que me cansa muito são as chatices”. Deita-se muitas vezes a pensar num problema e acorda com uma solução de manhã. “Acontece repetidamente. Portanto, até durante o sonho, eu estou a trabalhar”.
“Em Portugal, as coisas já estiveram mais simples. Hoje estão outra vez a andar para trás”, lamenta. Sobretudo em Lisboa e no Porto, “onde há muita coisa acumulada.” Lembra o caso de Elvas, onde teve um hotel concluído sem autorização para abrir portas, e admite que há situações que o desgastam mais do que qualquer obra. “Hoje demora mais tempo licenciar um projeto do que fazer a obra.”
Ainda assim, não perde demasiado tempo a lamentar-se.“Eu não gasto energias a queixar-me, porque o prazer também está em ter algumas dificuldades e vencê-las.” Há, porém, uma causa que continua a mobilizá-lo particularmente: o interior do país.
“Em Miranda do Douro estamos a fazer uma obra que é uma emergência para o país. Fazer coisas no interior é uma emergência nacional.” Sorri quando admite que há quem lhe chame “o maluco do interior”. “Mas o maluco do interior tem consciência de que o nosso interior é maravilhoso. É muito mais difícil rentabilizar um hotel no interior do que nas zonas onde já estamos.”
E conclui, talvez com a frase que melhor resume a sua forma de estar: “Trata-se de conseguir conciliar um prazer pessoal com a recuperação do património e com a aposta no interior. São duas paixões que eu tenho. Temos um interior fabuloso e é um crime de lesa-pátria não o dinamizar.”
“não gasto energias a queixar-me, porque o prazer também está em ter algumas dificuldades e vencê-las”

Jorge Rebelo de Almeida não gere a Vila Galé a partir de uma secretária e conhece os hotéis “como a palma das mãos”. Mantém um envolvimento diário em aspetos que vão da arquitetura à operação. A primeira coisa em que repara ao entrar numa unidade é na “limpeza”. “É sagrado para mim. Zango-me seriamente se entro num hotel que não esteja limpo.” Admite que alguns colaboradores poderão sentir algum nervosismo, à sua chegada. “Uns haverá que sim. Eu sou muito interventivo.” E explica porquê: “Conheço os hotéis como a palma das minhas mãos. Não sou um administrador que está fechado num gabinete a gerir à distância. Ando em cima dos acontecimentos. Ainda hoje faço receitas para os restaurantes, ainda hoje faço a organização dos buffets, ainda hoje faço muita coisa operacional, porque me dá prazer. E porque eu gosto de ensinar.”
Com mais de cinco mil colaboradores no grupo, assume uma liderança exigente, mas próxima. “Quem tem empenho e veste a camisola da Vila Galé tem em mim um amigo. Quem, utilizando uma expressão popular, mija fora do penico, vai ter alguma pressão minha para cumprir.”
Apesar do tom assertivo, é com evidente orgulho que fala das pessoas que cresceram dentro da empresa. “Tenho uma grande vaidade em ter hoje pessoas no topo da empresa que começaram por baixo, mesmo por baixo.”
A conversa leva inevitavelmente à exigência. Será mais exigente consigo ou com os outros? A resposta surge sem hesitação: “Sou mais exigente, acima de tudo, comigo.” E aponta para o próprio exemplo. “Tenho 77 anos e mantenho um ritmo que muita gente de 40 não aguenta, se calhar.” Ainda assim, acredita que a exigência é uma condição essencial para crescer. “A vida é feita de exigência e de responsabilidade. Não é feita de facilitismos”. Mas há uma distinção que faz questão de sublinhar: entre errar e não se empenhar. “Perdoo mais facilmente uma falha do que a falta de empenho. Às vezes, podemos empenhar-nos e as coisas não correrem bem. Isso eu compreendo. Quem dá o seu melhor não é obrigado a mais.”
Fora dos hotéis, Jorge Rebelo de Almeida descobre-se em muitos outros papéis. Gosta de agricultura, vinho, azeite, fruta, gado e cavalos. Há quase 30 anos comprou uma propriedade com 1.620 hectares no Alentejo, movido pela convicção de que um país não pode sobreviver sem um setor primário forte. “Eu gosto de agricultura, gosto de vinho, gosto de azeite, gosto de fruta, gosto de gado, gosto de cavalos. Tenho muito gosto em tudo”, resume.
“Perdoo mais facilmente uma falha do que a falta de empenho”
Acredita também ter deixado algumas marcas no turismo português. Durante anos, defendeu melhores acessos e apoios de praia, numa altura em que poucos falavam do tema, e foi um dos primeiros a insistir na autenticidade da hotelaria nacional. “Outra coisa que acho que, de algum modo, influenciei foi mostrar que os hotéis têm de ser autênticos. Não é fazer hotéis copiando o que se passa nos Estados Unidos ou noutro lado qualquer. É fazer hotéis que tenham alguma coisa portuguesa. E que tenham cultura.”
O tempo livre, admite, confunde-se inevitavelmente com o trabalho. Organiza concertos, com a Orquestra Metropolitana de Lisboa, acompanha projetos e continua a encontrar prazer em praticamente tudo o que faz. “Eu divirto-me a trabalhar”, declara, seja no bar, seja na receção, seja a ver espetáculos, seja a organizar a festa dos 40 anos da Vila Galé, que ocorreu no final de junho.
Gosta de praia, embora tenha pouco tempo para a aproveitar. Numa recente viagem de três semanas ao Brasil, conseguiu apenas uma hora para dar um mergulho. “Mas, sofregamente, gozo aquele mergulho de uma forma tão intensa que me satisfaz.”
Este ano vai fazer mais férias do que alguma vez fez. Tem previstos alguns dias em Marbella, uma passagem pelo Algarve e uma viagem às Maldivas com as duas filhas mais novas. “Nunca fiz tantas férias na vida como vou fazer este ano”, diz, entre risos.
Desligar, contudo, continua a ser praticamente impossível. Mantém o telemóvel ligado durante a noite e até atende números desconhecidos. “Sou sempre simpático e empático. Atendo qualquer chamada, a qualquer hora. Agora, se alguém me ligar à meia-noite por um assunto que não justificava ter-me acordado, leva na cabeça.”
Quando lhe perguntamos se, depois de tudo o que conquistou, ainda sente necessidade de provar alguma coisa, a resposta surge sem hesitações: “Nunca senti necessidade de provar coisa nenhuma.” Trabalha desde os 15 anos. Primeiro a dar explicações a outros alunos, depois a vender enciclopédias, a acompanhar turistas estrangeiros, a fazer de motorista de turistas americanos e, mais tarde, já durante o curso de Direito, no Ministério das Obras Públicas.
“Já trabalhava aos 15 anos. Dava explicações a outros miúdos. Não que eu fosse um grande aluno, mas tinha jeito para explicar. Ou melhor, esforçava-me para ter esse jeito”, recorda.
Diz que nunca foi um estudante brilhante. Formou-se em Direito na Universidade de Coimbra com 11 valores, classificação que continua a recordar com humor. “Eu formei-me em Direito com uma nota brilhante de onze”, brinca. “Mesmo que não tivesse trabalhado enquanto estudava, não teria sido melhor aluno. Havia coisas para as quais eu não tinha grande paciência.”
Hoje, olhando para trás, acredita que a falta de vocação nunca foi um impedimento para fazer bem uma determinada tarefa. “Costumo dizer que, quando não temos tanta vocação para uma coisa, isso obriga-nos a fazer um esforço maior. E, muitas vezes, conseguimos fazê-la bem na mesma.”
Se alguém lhe dissesse, aos 18 anos, que aos 77 ia trabalhar tanto como trabalha hoje, “não acreditava.” Faz uma breve pausa antes de acrescentar: “Mas a nossa cabeça é muito elástica. Quanto mais a gente puxar por ela, mais ela rende. Desde que seja de forma organizada e sistematizada. É preciso ter uma cabeça bem arrumada.”
Não esconde, no entanto, que há coisas para as quais já não tem paciência. “Para chatos. É talvez a pior classe que existe”, atira, sem rodeios. “Continuo a ter muita paciência para ouvir pessoas inteligentes. Gosto muito de pessoas inteligentes. Continuo a gostar muito de aprender.”
Diz que nunca foi um homem deslumbrado pelo sucesso, apesar de liderar um dos maiores grupos hoteleiros portugueses. Pelo contrário, considera-se um observador atento. “Há muita gente que acha que é muito importante. Eu sou muito observador, vejo tudo o que existe e estou sempre a aprender com os outros.” Atualmente, o tempo é o maior luxo da sua vida. “Há dias em que me sinto arrepiado por falta de tempo. A gente mete-se em tantas coisas e depois ultrapassa-se.”
A qualidade e o defeito acabam, curiosamente, por ser o mesmo. “Sou demasiado frontal. O que tenho para dizer, digo na hora, sem filtro.” Mas nem só de trabalho vive Jorge Rebelo de Almeida. Gosta de rir. Muito. “Aliás, acho que um dos maiores prazeres que tenho é jantar com um grupo de amigos.”
Continua também a encontrar tempo para a música. Vai a concertos, dos mais clássicos aos mais contemporâneos, e não esconde alguma satisfação por conseguir acompanhar várias gerações. “Fui ao Rock in Rio. Ao NOS Alive já não consegui ir, mas continuo a gostar de ir a concertos.”
Se há coisa que admite ter perdido com a idade, essa é a paciência. “Sempre fui impulsivo e acelerado. Hoje tenho muita falta de paciência para a incompetência, sobretudo, quando é uma incompetência provocada por preguiça ou por desleixo”. Mas faz uma distinção importante: compreende quem tem limitações, mas não tolera a falta de empenho. “Se estiver a falar com uma pessoa fraquinha de cabeça, tenho a maior paciência do mundo. Agora, se olhar para uma pessoa e perceber que podia fazer melhor se se empenhasse, isso já me custa.”
Com o Mundial ainda recente, a pergunta surge naturalmente: o que pensa Jorge Rebelo de Almeida de Cristiano Ronaldo? A resposta chega sem hesitações. “O Ronaldo tem sido de uma utilidade tão grande para o país que vale por 100 campanhas do Turismo de Portugal. Ou mais. Vale mais do que qualquer esforço que nós, na Vila Galé, possamos fazer, porque transmitiu uma imagem de Portugal ao mundo inteiro.”
“Sempre fui impulsivo e acelerado. Hoje tenho muita falta de paciência para a incompetência, sobretudo quando é uma incompetência provocada por preguiça ou por desleixo”

O fundador da Vila Galé admite que o capitão da Seleção Nacional terá, como qualquer pessoa, os seus defeitos, mas há uma característica que admira particularmente. “Sabes porque é que eu gosto do Ronaldo? Pela capacidade de empenho, esforço e determinação.” A conversa sobre Cristiano Ronaldo leva-o, inevitavelmente, a uma reflexão mais ampla sobre Portugal e os portugueses. “Este é um país que fala demasiado mal do Ronaldo. E isso acontece por dois defeitos nacionais: a inveja e a mesquinhez.” Jorge Rebelo de Almeida acredita que Portugal continua a desperdiçar demasiada energia a diminuir quem se destaca. “Se um dia quisermos voltar a ser grandes, temos de deixar cair a inveja e a mesquinhez. Às vezes gastamos energias em coisas tão pequenas, a criticar o outro por uma mesquinhez qualquer. E vai mais longe: “São os mais fracos que são os mais invejosos e os mais mesquinhos. Nós precisamos de nos curar desse defeito tremendo.”
“Sabes porque é que eu gosto do Ronaldo? Pela capacidade de empenho, esforço e determinação”
Ao longo dos anos, diz ter defendido aquilo a que chama de “inveja saudável”. “A inveja saudável é aquela que nos faz olhar para alguém e pensar: ‘Aquela pessoa é ótima, é um exemplo, eu gostava de ser como ela'”. O problema, explica, é que essa não é a inveja que encontra com maior frequência. “A outra inveja, infelizmente, é diferente. É pensar: ‘Esta pessoa deve ter qualquer coisa que vamos descobrir para a deitar abaixo.'”
“Hoje, isso é o que faz mal ao país. Gastamos demasiada energia a não ver o lado bom da vida”, constata. Jorge Rebelo de Almeida termina com uma frase que, provavelmente, explica a forma como construiu a Vila Galé ao longo dos últimos 40 anos: “Eu vejo sempre o copo cheio.”
PERFIL é uma nova rubrica dedicada às personalidades que marcaram e continuam a marcar o turismo em Portugal. Mais do que entrevistas, estes perfis procuram dar a conhecer o percurso, a personalidade, as rotinas e a visão dos líderes que ajudam a construir o setor.




