Sábado, Fevereiro 14, 2026
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Pinto Lopes Viagens: grupos pequenos são “uma das grandes apostas” para 2026, a par da Costa do Marfim e Mauritânia

A Pinto Lopes Viagens prepara-se para entrar em 2026 com várias novidades na programação. Entre os principais destaques estão o PLV Small Group Travel, o novo formato de viagens em pequenos grupos que será “uma das grandes apostas do próximo ano”, bem como a entrada de novos destinos como a Costa do Marfim e a Mauritânia. Em entrevista ao TNews, o CEO Rui Pinto Lopes faz ainda um balanço de 2025, revelando que o Natal e o Réveillon já têm “praticamente todas as partidas esgotadas”.

À semelhança do que tem acontecido nos últimos anos, 2025 foi “novamente um ano de crescimento para a Pinto Lopes Viagens”, começou por adiantar Rui Pinto Lopes. “Continuámos a reforçar a nossa presença no mercado, a diversificar destinos e a consolidar a preferência dos viajantes portugueses pelo nosso modelo de viagens culturais, acompanhadas e cuidadosamente estruturadas”.

Esse crescimento refletiu-se também na dimensão da operação. “Operámos 250 destinos e concretizámos cerca de 1.000 grupos, números superiores aos do ano anterior, demonstrando a contínua expansão da nossa oferta”, indicou.

Em termos de faturação e volume de vendas, o CEO referiu apenas que “2025 confirmou a tendência de crescimento sustentado que a empresa tem experienciado ao longo dos últimos anos”.

“Operámos 250 destinos e concretizámos cerca de 1.000 grupos, números superiores aos do ano anterior, demonstrando a contínua expansão da nossa oferta”

Em 2025, alguns destinos voltaram a afirmar-se como grandes favoritos dos viajantes. “As nossas séries, como os Fiordes da Noruega, continuam a ser verdadeiros bestsellers, com dezenas de partidas a esgotar rapidamente”, apontou Rui Pinto Lopes, referindo ainda o Japão, que permaneceu “extremamente popular”, e o Egito, que “beneficiou da expectativa gerada pela abertura do Grande Museu Egípcio (GEM)”.

Também as propostas diferenciadoras da marca continuaram a ter uma forte adesão, com as ‘Viagens com Autores’ e as ‘Viagens com Especialistas’ a registar “grande procura, por exemplo, as conduzidas por nomes como Gonçalo Cadilhe ou Vasco Medeiros, que contam com viajantes muito fiéis”.

Para Rui Pinto Lopes, em termos dos destinos mais procurados, a nível geral, “não houve grandes surpresas, mas sim a confirmação de tendências já observadas em anos anteriores”.

Apesar da estabilidade nas preferências, observaram-se “mudanças claras” no perfil do viajante português, que “está cada vez mais informado, exigente e conectado”, segundo o responsável. “Pesquisa, compara, chega mais preparado e valoriza profundamente a curadoria e o rigor operacional que oferecemos. Procura experiências culturais mais autênticas, destinos originais e bem estruturados, e quer viajar com confiança, sabendo que estaremos sempre preparados para responder de forma positiva e proativa a qualquer imprevisto”.

Paralelamente, a sustentabilidade assume peso significativo nas decisões de compra. O CEO destaca uma “procura crescente” por “viagens que respeitem as comunidades locais, que promovam práticas responsáveis e que minimizem o impacto ambiental” – um tema “ao qual a Pinto Lopes Viagens está particularmente atenta”.

Natal e Réveillon: “Temos praticamente todas as partidas esgotadas. A procura foi muito forte”

Natal e Réveillon com “praticamente todas as partidas esgotadas”

Para o Natal e Réveillon, a Pinto Lopes Viagens tem “praticamente todas as partidas esgotadas”, adiantou, sublinhando que “a procura foi muito forte”.

Nos Mercados de Natal, destacam-se destinos como “Estrasburgo, Colmar e Zurique, assim como por Viena e Bratislava, Budapeste, Berlim, a Suíça e ainda pelos Bálticos, nomeadamente Tallinn e Riga”.

Já no Réveillon, a Península Ibérica “continua a ser um destino muito procurado”, a par de destinos europeus como os Bálticos, a Islândia, a Lapónia e Istambul. Além disto, “os cruzeiros fluviais, que são uma novidade deste ano, têm tido uma aceitação extraordinária”, acrescentou.

A nível intercontinental, “Marrocos, Dubai, Vietname e Austrália lideram as escolhas”, indicou. Também as ‘Viagens com Autores’ “mantêm o seu encanto habitual”, com destaque para a viagem do escritor José Luís Peixoto à Tailândia, considerada “um verdadeiro clássico da Pinto Lopes Viagens, com sucesso garantido todos os anos”.

Face a 2024, há também uma mudança evidente no timing das decisões. “Notou-se uma antecipação. Os viajantes estão a tomar as suas decisões cada vez mais cedo”, disse.

“Queremos surpreender os viajantes com propostas diferenciadoras, mais imersivas e culturalmente profundas”

PLV Small Group Travel e novos destinos em destaque para 2026

Para 2026, a estratégia passa por continuar a inovar sem perder a identidade da marca. As perspetivas para o próximo ano, disse, passam por “continuar a inovar na forma como desenhamos e operamos os nossos circuitos”, nomeadamente através da introdução de “novas abordagens, novos destinos e novos formatos que respondam às tendências mais relevantes do mercado”. O objetivo é claro: “queremos surpreender os viajantes com propostas diferenciadoras, mais imersivas e culturalmente profundas”, sublinhou Rui Pinto Lopes.

A Pinto Lopes Viagens irá focar-se na “consolidação” da escala da operação de 2025 (250 destinos e cerca de 1.000 circuitos) no ano seguinte, “privilegiando um reforço da qualidade, da curadoria dos itinerários e da experiência do viajante”.

“Uma das grandes apostas do próximo ano” é o recém-lançado produto PLV Small Group Travel, que Rui Pinto Lopes acredita que será “uma das grandes tendências de 2026 e dos anos seguintes”. Tratam-se de viagens em grupos mais reduzidos, entre 8 e 15 pessoas, que procuram oferecer “maior flexibilidade, experiências culturais mais profundas e ritmo mais personalizado”.

As propostas já previstas para 2026 incluem ‘Palio de Siena’, ‘Malásia Ancestral: Uma Aventura em Carruagens Douradas’ e ‘Canadá: Do Coração das Rochosas à Costa do Pacífico’, bem como ‘Rovos Rail: Em comboio, desde Pretória até Walvis Bay’, para 2027.

De acordo com o CEO, a programação de 2026 traz “várias novidades que refletem a nossa aposta contínua em destinos culturais, autênticos e diferenciadores”. Entre as “novas propostas” destacam-se a Costa do Marfim e a Mauritânia, sendo “esta última com o acompanhamento de um arqueólogo”, além de “uma experiência especial no Dia de São Patrício em Dublin”.

“Apresentamos também a Colômbia Literária, inspirada no universo de Gabriel García Márquez, e o Brasil Selvagem, com incursões pela Amazónia e pelo Pantanal. As Ilhas Faroé e o Congo surgem igualmente como destinos inéditos na nossa oferta”, destacou. “Acresce a tudo isto o reforço dos circuitos em comboio, reflexo da nossa procura por soluções de viagem mais sustentáveis”.

“Somos curiosos, exploradores e, apesar de já termos marcado presença em mais de 150 países, todos os anos procuramos incluir pelo menos um destino novo em catálogo”

Identidade, ADN cultural e legado

Com mais de 50 anos de história, a longevidade da Pinto Lopes Viagens assenta, segundo Rui Pinto Lopes, numa combinação de “inovação constante” e “uma inquietude muito própria da marca”. “Somos curiosos, exploradores e, apesar de já termos marcado presença em mais de 150 países, todos os anos procuramos incluir pelo menos um destino novo em catálogo”, sublinhou.

Outro fator diferenciador, disse, é a relação de proximidade com o cliente, mantida “durante e após a viagem”. O acompanhamento por guia em português, disponível 24 horas por dia, garante, segundo o responsável, “confiança, segurança e resolução eficaz de qualquer situação”, reforçando a ideia de que “estamos sempre presentes – e isso faz toda a diferença”.

Para Rui Pinto Lopes, a evolução do operador turístico e da agência de viagens, onde o foco reside nas viagens culturais em grupo e de autor, tem sido feita sem perder a identidade que define a marca desde a sua fundação. 

“A nossa identidade cultural é inabalável. Podemos visitar Cuba ou as Maurícias, mas nunca com enfoque na praia. O que nos move é revelar a monumentalidade, a história, as tradições dos destinos, proporcionando sempre que possível experiências autênticas com as comunidades locais. Esse ADN foi-nos transmitido pelo nosso fundador, Joaquim Pinto Lopes”, salientou.

O facto de a Pinto Lopes Viagens acumular os papéis de agência de viagens e operador turístico é, para Rui Pinto Lopes, uma vantagem competitiva clara. “Controlamos toda a cadeia de serviços, o que nos permite dar resposta imediata aos clientes no terreno, ajustar operações quando necessário e garantir uma qualidade uniforme”, frisou. Uma “autonomia” que se revela “vantajosa especialmente em períodos de grande disrupção no setor, quando a capacidade de resposta rápida é decisiva”.

“Queremos continuar a construir um legado alicerçado nos valores que nos foram transmitidos pelo nosso fundador: curiosidade, seriedade, profundidade cultural e respeito pelos viajantes e pelos destinos que visitamos. Que, daqui a 50 anos, a Pinto Lopes Viagens continue reconhecida como uma referência em viagens culturais de qualidade, mantendo o espírito de descoberta que sempre nos guiou”, concluiu.

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