Os portugueses vão gastar menos nas férias de final de ano em comparação com 2024, segundo o barómetro da ANAV – Associação Nacional de Agências de Viagens – e da Universidade Europeia, divulgado esta quarta-feira, 17. O estudo baseia-se em informações recolhidas junto das agências de viagens associadas e identifica as principais tendências e preferências dos viajantes nesta época.
De acordo com o barómetro, os mercados de Natal são o principal fator que influencia a escolha dos destinos, com 49% dos inquiridos a indicarem os mercadinhos de Natal como motivação de viagem. Entre os destinos mais procurados, o Brasil lidera com 18%, seguido de perto pelas regiões de Cabo Verde e Madeira, ambas com 15% de preferência. Destinos de praia e clima quente continuam relevantes, mas perdem prioridade face às viagens temáticas de inverno.
A segurança do destino surge como terceira motivação mais importante, particularmente para viajantes seniores, enquanto a relação preço-qualidade mantém-se como fator central na escolha do programa de férias, apontada por 82% dos clientes como decisiva. Cerca de 43% das agências indicam que os seus clientes gastaram menos do que em 2024, enquanto apenas 24% registou aumento no orçamento destinado às viagens.
Miguel Quintas, Presidente da ANAV, afirma: “A tendência indica maior prudência financeira, embora sem afastamento da intenção de viajar. As viagens mantêm-se, mas os clientes analisam mais cuidadosamente o que cada programa inclui e quanto representa no orçamento familiar”.
O barómetro revela ainda que o mercado é dominado por adultos em idade ativa, entre os 35 e os 64 anos, e que 61% das reservas são feitas com três meses ou mais de antecedência. As famílias representam 60% dos clientes, seguidas de casais sem filhos, grupos de amigos, clientes individuais e seniores.
Sobre as recomendações para 2026, Miguel Quintas sublinha que “as agências que apresentarem propostas claras, bem segmentadas e com valor evidente estarão mais bem posicionadas para responder às necessidades de 2026. Entre as prioridades destacam-se diversificação da oferta, reforço da comunicação do valor das experiências, integração de produtos sazonais bem estruturados e atenção especial à segurança do destino para públicos mais vulneráveis”.
O estudo confirma, segundo o responsável, uma evolução semelhante à observada noutros mercados europeus, com aumento da procura por destinos seguros, produtos temáticos e experiências culturais ao longo de 2024 e 2025.




