Domingo, Março 15, 2026
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Pololikashvili afirma que “a Europa se tornou num destino perigoso”

“A Europa tornou-se num destino perigoso, porque a Ucrânia está no coração da Europa”, afirmou Zurab Pololikashvili, secretário-geral da Organização Mundial do Turismo (OMT), em entrevista ao El Confidencial, citada pela Hosteltur. Pololikashvili acredita que a invasão da Ucrânia pode “tornar-se mais grave e muito mais difícil do que a covid-19”.

Pololikashvili acredita que a guerra afetará seriamente o turismo. “A guerra afetará os turistas porque as pessoas têm medo de deixar o seu país. As pessoas não sabem quando é que as conexões serão fechadas, se poderão voltar para casa, mais ou menos o mesmo que aconteceu durante a covid-19. As pessoas não queriam viajar porque não sabiam como a viagem ia terminar, porque a cada dia a situação mudava. Agora estamos na mesma situação. É muito difícil nesta altura dizer como vemos o futuro do turismo”, defende Pololikashvili.

O secretário-geral da OMT defende que a Europa se tornou num destino “perigoso”: “Durante a pandemia, vimos como o turismo recuperou primeiro na Europa, mas agora tornou-se num destino perigoso, porque a Ucrânia está no coração da Europa. Os turistas agora não procuram aventura, porque querem descansar e lugares seguros. Além disso, não devemos esquecer que entre 5% a 7% dos turistas na Europa são russos, e isso vai mudar muito.”

Este ano, garante, vai ser “um ano difícil”. “Por regiões, a China vai continuar fechada. Os Estados Unidos, penso eu, vão voltar a ser um mercado importante para a Europa. A Rússia já sabemos como é e o Japão e a Coreia eu acredito que, devido ao seu caráter e mentalidade, não vão abrir as fronteiras de um dia para o outro. É por isso que eu acredito que este ano vai ser difícil novamente, como no ano anterior. Além disso, não sabemos o que vai acontecer amanhã, devido a esta guerra, ou como ela afetará as relações bilaterais.”

O secretário-geral da OMT prevê que a guerra afetará “primeiro a mobilidade e depois a mentalidade”. “Quando me perguntaram durante a covid-19 como é que eu via o futuro, disse que era impossível prever o que ia acontecer amanhã. Agora é muito mais complicado, porque ninguém sabe o que vai acontecer com esta situação. Pode ficar mais grave e muito mais difícil, porque estão apenas na segunda semana de guerra. A cada dia, mais restrições, mais sanções. Isso vai afetar o setor. Primeiro na mobilidade, depois na mentalidade”, conclui.

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