Portugal lidera subida dos preços hoteleiros, mas reservas crescem menos do que em Espanha e França

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Portugal deverá registar um crescimento moderado das reservas hoteleiras durante o verão de 2026, embora se destaque como o mercado europeu onde as tarifas médias diárias (ADR) mais aumentam. A conclusão é do mais recente estudo Hotel Booking Trends, da SiteMinder, que compara a evolução das reservas e dos preços em vários mercados europeus.

De acordo com o estudo, Portugal apresenta um crescimento homólogo das reservas de 0,8% em junho, 0,3% em julho, 3% em agosto e 0,9% em setembro, um desempenho mais contido do que o registado em mercados como Espanha e França. Em contrapartida, o país lidera a subida das tarifas médias diárias, com aumentos de 4,7% em junho, 5,8% em julho, 2,5% em agosto e 7,2% em setembro, atingindo um ADR de 296 euros em julho e 303 euros em agosto, os valores mais elevados entre os mercados analisados.

A análise revela ainda que Portugal regista a maior redução da duração média das estadias na Europa, com uma quebra de 7%, fator que contribui para limitar o crescimento das dormidas, apesar da evolução positiva das reservas. Paralelamente, a taxa de cancelamento aumentou 1,05 pontos percentuais, atingindo 20,4% durante o período analisado.

Já Espanha deverá afirmar-se como o mercado europeu com melhor desempenho este verão. Segundo a SiteMinder, as reservas crescem 8,4% em junho, 11,2% em julho, 17,8% em agosto e 11,2% em setembro, acompanhadas por uma subida gradual do ADR, que varia entre os 249 e 271 euros.

O estudo destaca igualmente o crescimento do mercado doméstico espanhol, cuja quota aumentou 3,83 pontos percentuais, o maior acréscimo entre os países analisados, contribuindo para reduzir a dependência da procura internacional.

Em França, o cenário é distinto. Embora as reservas acelerem significativamente em julho (+10,4%) e sobretudo em setembro (+18,7%), registam uma quebra de 1,2% em agosto, enquanto as tarifas médias permanecem sob pressão durante grande parte do verão, com descidas de 4,3% em julho e 3,8% em agosto.

Segundo a SiteMinder, o contexto internacional, marcado pela inflação, pelo aumento dos custos dos combustíveis e pela instabilidade no Médio Oriente, continua a influenciar o comportamento dos viajantes, traduzindo-se em estadias mais curtas e num aumento das taxas de cancelamento. Ainda assim, a empresa antecipa uma recuperação da procura no final da época alta, com setembro a consolidar-se cada vez mais como prolongamento do verão.

Citada no estudo, Tamara Jiménez, diretora da SiteMinder para Espanha, considera que “os hotéis mais preparados para aproveitar o verão sabem antecipar a evolução da procura e reagir em tempo real”. A responsável acrescenta que, neste contexto, “a tecnologia é fundamental”, uma vez que permite às unidades hoteleiras “ajustar as estratégias de receitas e distribuição à medida que a procura evolui”.

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