Domingo, Junho 23, 2024
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Portugal vai reforçar verbas para promover-se como destino de filmagens


O Ministro da Cultura, Pedro Adão e Silva, anunciou na passada quinta-feira, dia 11, o reforço de verbas destinadas ao Fundo de Apoio ao Turismo e ao Cinema (FATC) para fazer face à enorme procura de Portugal como destino de filmagens. Este fundo existe desde 2018 e já apoiou mais de 130 projetos com cerca de 46 milhões de euros, correspondendo a um investimento global em Portugal de 171 milhões de euros.

Pela primeira vez este ano, a dotação alocada esgotou rapidamente com os primeiros 19 projetos de um total de 50 candidaturas, sendo que todas elas cumpriam os requisitos.

Numa declaração à imprensa, Pedro Adão e Silva referiu que “foi surpreendente termo-nos deparado com esta procura, porque quando este sistema de incentivos foi desenhado a expetativa nunca foi a de conseguirmos esgotar a dotação. A boa notícia é que os 31 projetos que ficaram em lista de espera do total das 50 candidaturas também terão financiamento. Estamos a trabalhar numa solução com os ministérios da Economia e das Finanças para o reforço deste fundo”.

O Ministro visitou o set de rodagem da série totalmente portuguesa, «Rabo de Peixe», na Tapada de Mafra. Realizada por Augusto Fraga e Patrícia Sequeira e produzida pela Ukbar Filmes para a Netflix, este é um exemplo de uma produção que beneficia deste apoio.

“Este aumento da procura de Portugal como destino de filmagens reflete bem o interesse das produtoras em gravar em Portugal e o sucesso da aposta das políticas publicas neste sistema”, sublinhou o Ministro.

Este anúncio aconteceu no dia em que a Portugal Film Commission, o grupo de projeto criado em 2019 para “promover sinergias entre as indústrias criativas e o turismo e dar visibilidade a Portugal como destino internacional de produção de filmagens” viu o seu mandato, que terminava no final do primeiro semestre, prolongado até ao final de 2020.

Pedro Adão e Silva disse ainda que o mandato da PFC foi prorrogado “precisamente para perspetivarmos os anos seguintes. Nesta fase, precisamos de fazer uma avaliação do impacto económico dos apoios concedidos nestes últimos 4 anos, quer para a economia e para o turismo, quer para o setor audiovisual e para tal encomendámos essa avaliação ao PlanApp. Sabemos que os incentivos são interessantes, que temos tido muita procura, mas é altura de fazermos uma reflexão sobre os impactos e qual será o mecanismo mais eficaz para os próximos anos”.

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