Os destinos europeus e americanos estão a ganhar terreno entre as preferências dos portugueses para as férias de verão, enquanto vários destinos asiáticos tradicionalmente procurados registam uma quebra de procura. A conclusão é de um levantamento realizado pela IATI Seguros, que identifica uma alteração nas tendências de viagem em 2026, num contexto marcado pela instabilidade geopolítica internacional.
De acordo com a empresa especializada em seguros de viagem, os portugueses estão a privilegiar destinos considerados mais próximos ou familiares, bem como mercados já consolidados na América do Norte e na América Latina. Em sentido inverso, alguns destinos de longo curso do Sudeste Asiático perderam relevância face aos anos anteriores.
“A segurança sempre foi um fator decisivo na hora de viajar, mas este ano o conflito no Médio Oriente aumentou ainda mais esta preocupação. Muitos dos destinos asiáticos, que estavam no topo das preferências dos portugueses, implicam escalas nesta região e isso fez com que, inevitavelmente, o mapa de férias fosse redesenhado”, afirma Sofia Aguiar, country manager da IATI em Portugal.
Segundo a responsável, “os portugueses mantêm a vontade de explorar o mundo, mas priorizam cada vez mais mercados mais estáveis”.
O levantamento da IATI, realizado com base no volume de vendas da empresa, indica que os destinos mais procurados pelos portugueses para este verão são os Estados Unidos, Brasil, Japão, Cabo Verde, Marrocos, Espanha, Tailândia, Indonésia, China, Itália, Reino Unido, México, São Tomé e Príncipe, Turquia, Egito, França e Peru.
Apesar de continuarem entre os destinos mais vendidos, países como a Tailândia e a Indonésia ocupam atualmente posições inferiores às que tradicionalmente registavam nesta altura do ano. A IATI refere ainda que as Filipinas e o Vietname, habitualmente entre os destinos de longo curso mais procurados pelos portugueses para o verão, ficaram fora do ranking das 20 opções mais vendidas em 2026.
Em contrapartida, a empresa destaca o crescimento da procura por destinos europeus e americanos, tendência que atribui à procura de maior previsibilidade e segurança por parte dos viajantes.
Para a IATI, os dados revelam não só “uma redistribuição da procura, fortemente motivada pelo conflito no Médio Oriente, mas também uma maior diversificação das escolhas, com a segurança no topo das prioridades dos portugueses no planeamento das suas férias”.




