Segunda-feira, Julho 22, 2024
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Preços médios dos quartos de hotel na Europa subiram 16,75% em agosto

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O setor hoteleiro tem assistido a um aumento significativo nas tarifas dos quartos desde a pandemia, levando os viajantes a desembolsar valores muito acima dos registados em 2019 e, em alguns casos, a níveis nunca antes vistos. Segundo dados fornecidos pela Mabrian, uma empresa de informações de viagens, em agosto, os preços médios dos hotéis em comparação com 2019 aumentaram 16,75% na Europa, 48,5% na Ásia e 64,03% na América do Norte.

A grande questão é: será que esta tendência de preços elevados veio para ficar ou irá desvanecer-se à medida que as “viagens de vingança” perdem intensidade? Até que ponto o aumento dos preços pode afastar os hóspedes, fazendo com que se sintam lesados e optem por não regressar? E que papel a tecnologia e a inovação desempenham na resposta a estes desafios?

Para obter uma perspetiva variada sobre esta questão, a Mabrian consultou especialistas em toda a cadeia de fornecimento de viagens.

De acordo com Christian Sabbagh, do grupo de software como serviço (SaaS) Travelsoft, proprietário de plataformas de distribuição como a Traffics, Orchestra e Travel Compositor, as tarifas elevadas dos quartos de hotel podem abrir portas para agentes de viagens com conhecimentos tecnológicos, que podem utilizar métodos inovadores para ajudar os viajantes a encontrar as melhores ofertas: “As agências de viagens e terceiros podem desenvolver novas estratégias para ajudar os clientes a encontrar excelentes ofertas de quartos, ao mesmo tempo que oferecem opções de preços competitivos. Além disso, à medida que a procura dos clientes continua a crescer, os fornecedores podem expandir os seus serviços com abordagens inovadoras, como modelos de preços dinâmicos ou programas de fidelização integrados que recompensam os utilizadores que reservam várias estadias em propriedades afiliadas”, defende Sabbagh.

No entanto, especialistas em gestão de receitas hoteleiras da BEONx alertam que é improvável que os preços muito acima da média perdurem indefinidamente, já que os consumidores podem não tolerar essa situação, independentemente dos recursos financeiros disponíveis. Alex Barros, Diretor de Marketing e Inovação, comenta que “não se trata realmente do preço absoluto, embora claramente todos os viajantes tenham um orçamento, mas sim da perceção do valor. Se alguém já se hospedou no seu estabelecimento por metade do preço, desta vez está à espera que as coisas sejam duas vezes melhores e, se não forem, estará a prejudicar a sua marca. Em vez disso, tente pensar noutras formas de obter mais lucro de cada cliente do que apenas a tarifa do quarto. Poderia vender mais refeições e bebidas ou proporcionar-lhes uma visita guiada à cidade? Há sempre uma forma de tornar cada hóspede mais rentável e a tecnologia faz quase sempre parte desse processo.”

Entretanto, o fornecedor global de distribuição de viagens, Didatravel, argumenta que os hotéis devem concentrar-se na diferenciação. “Embora a procura de viagens seja elevada, os hotéis devem concentrar-se em oferecer experiências únicas e de elevada qualidade para justificar os preços mais elevados. Os viajantes estão a pagar mais, mas esperam mais em troca e, se um estabelecimento não os satisfaz, é mais provável que deixem críticas negativas ou simplesmente não regressem. As pessoas querem mais pelo seu dinheiro e querem ver os preços mais elevados refletidos no serviço que recebem”, observa o diretor de marketing da Didatravel, Gareth Matthews.

Em última análise, a Digitrips, proprietária da plataforma de viagens multiprodutos MisterFly, sugere que muitos consumidores continuam a procurar poupar dinheiro e a ter orçamentos limitados, pelo que os preços elevados podem não afugentar todos os viajantes. Emilie Dumont, Diretora-Geral, alerta os fornecedores de hotéis e os distribuidores terceiros de que “nem todos os viajantes podem ou querem pagar preços mais elevados. Há um grande grupo de pessoas que apreciará descontos, incentivos, esquemas de fidelização e ofertas especiais. Se quisermos evitar baixas taxas de ocupação hoteleira a longo prazo, cabe ao setor das viagens, no seu conjunto, ajudar os agentes e as OTA’s a capitalizar as tarifas mais baixas possíveis para este mercado. O nosso recém-lançado Best Price Tracker, que permite aos vendedores de viagens beneficiarem de tarifas mais favoráveis se o preço baixar entre o momento da reserva e a data da viagem, é um passo nesta direção”.

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