A Bain & Company divulgou as suas perspetivas para o final do segundo trimestre de 2024. Segundo a análise, a procura anual de viagens aéreas está “no bom caminho para ultrapassar o total de 2019 este ano”.
A análise infográfica da Bain & Company tem em conta fatores decisivos no que diz respeito à procura na aviação, incluindo a recuperação dos efeitos da pandemia, o crescimento macroeconómico, o rendimento disponível e os custos da mitigação de carbono (CO2).
Neste contexto, a consultora prevê que, em 2024, a procura de viagens aéreas deverá exceder o total de 2029, medida pela receita por passageiro quilómetros (RPK, da sigla em inglês).
“Como esperado”, diz o estudo, a procura por estas viagens nos primeiros três meses do ano ultrapassou os níveis pré-pandemia (Figura 1).
As previsões da Bain & Company indicam que, até 2030, a RPK global atingirá “os 11,4 biliões no nosso cenário de base – i.e., 136% do volume de 2019”. No entanto, são vários os fatores que contribuíram para “alterações nas previsões para regiões e países específicos” (Figuras 2 e 3).
Para o segundo trimestre, as perspetivas da procura intrarregional na Europa aumentaram cerca de 1%, o que corresponde a pouco mais de mil milhões de dólares em receitas. A Bain & Company prevê que a maior parte do crescimento seja impulsionada pelos países do sul da Europa, nomeadamente Turquia, Espanha e Itália.
A análise projeta também um “crescimento significativo” da procura intrarregional na Ásia, com um aumento de 55% entre 2019 e 2030. “Ainda assim, a procura estimada caiu cerca de 5% face à nossa atualização anterior devido a uma ligeira queda nas previsões macroeconómicas da região e a um desempenho mais fraco do que o esperado no trimestre anterior”, explica a consultora.
Quanto às atuais medidas de descarbonização da indústria, antecipa-se que estas irão resultar num aumento líquido de 3,4% nas suas emissões globais de CO2 até 2030, comparativamente aos níveis de 2019.
“Isto baseia-se na perspetiva de que uma redução de 23% nas emissões de CO2 por RPK (graças à renovação da frota e à utilização de combustível sustentável para a aviação) é mais do que compensada por um aumento de 36% no RPK global”, justifica em comunicado.
Desta forma, a consultora antecipa que “seria necessário um imposto adicional sobre o carbono equivalente a 5% dos preços médios dos bilhetes em todo o mundo para que a indústria mantivesse o seu volume de emissões de C02 de 2019 em 2030”.




