Sábado, Fevereiro 14, 2026
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Quase metade dos agentes de viagens teme que a inteligência artificial possa substituir o seu trabalho

A ascensão da inteligência artificial (IA) generativa está a gerar preocupação entre muitos profissionais do setor das viagens. De acordo com um estudo global da RateHawk, quase 44% dos agentes de viagens acreditam que a IA poderá vir a substituir as suas funções, enquanto 56% mantêm confiança de que a componente humana continuará indispensável.

O inquérito, realizado a mais de 1.300 profissionais em Europa, América do Norte, América Latina, Ásia e Médio Oriente, integra a secção final do relatório “O que impulsiona os profissionais de viagens”, divulgado no âmbito do Dia Mundial do Turismo.

A apreensão face à IA varia entre mercados. Ásia (60%) e Médio Oriente (55%) revelam maior receio de substituição, enquanto na Europa (58%) e na América Latina (55%) a maioria não acredita nesse cenário. Na América do Norte, apenas 20% consideram a substituição provável, apesar de serem os mais recetivos a adotar novas ferramentas de personalização baseadas em IA (45%).

Astrid Kastberg, diretora-geral da RateHawk
Astrid Kastberg, diretora-geral da RateHawk

A experiência no setor também influencia a perceção: 51% dos agentes com menos de três anos de carreira consideram que a IA poderá substituir o seu trabalho, contra apenas 40% entre os profissionais com mais de 15 anos.

Astrid Kastberg, diretora-geral da RateHawk, lembra que o turismo mundial está a atravessar “mudanças significativas”. Citando dados do World Travel and Tourism Council (WTTC), a responsável refere que o setor valeu 10,9 biliões de dólares em 2024 e que “40% dos viajantes globais já utilizaram ferramentas de IA para planear as suas viagens, e 62% estão recetivos a fazê-lo no futuro”.

Apesar dos receios, Kastberg acredita que a tecnologia pode ser uma aliada: “Vemos o futuro das viagens como uma mistura de experiência humana e tecnologia inovadora. É por isso que a RateHawk está empenhada em ajudar os agentes de viagens em todo o mundo a abraçar a tecnologia como um parceiro valioso, em vez de uma ameaça.”

Segundo a responsável, soluções como chatbots, assistentes de voz, pesquisa inteligente de hotéis e gestão automatizada de conteúdos já estão a apoiar agentes de viagens, tornando os serviços “mais eficientes, fiáveis e competitivos”.

Profissionais continuam otimistas, mas querem ferramentas que poupem tempo

Apesar das incertezas, o relatório revela que 92% dos agentes de viagens estão satisfeitos com as suas carreiras. Contudo, enfrentam desafios diários como a concorrência intensa, expectativas crescentes dos clientes e o tempo gasto em pesquisa manual das melhores ofertas. Para aliviar a carga de trabalho, 29% dos inquiridos querem mais tecnologia, incluindo automatização, análise avançada de dados e plataformas móveis de reservas.

Kastberg conclui que a chave será a adaptação contínua: “Enquanto os agentes continuarem a adaptar-se e a inovar, as suas competências e conhecimentos continuarão a ser indispensáveis.”

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