Com o ano a chegar ao fim, é tempo de olhar para trás e identificar os sinais que marcaram 2025.
No âmbito da rubrica Radar TNews: O que marcou o ano, o TNews convidou profissionais do setor do turismo a partilhar a sua leitura sobre os acontecimentos mais relevantes, os sinais positivos e os alertas que merecem atenção no futuro.
Ao longo das próximas semanas, publicamos as perspectivas individuais dos nossos entrevistados.
Paulo Mendes | Diretor Comercial da iCliGo
O que entrou no seu radar em 2025?
A nível internacional, 2025 foi um ano em que começamos a ver o início de novos requisitos para poder viajar em alguns países. Estamos a observar um controlo mais apertado na circulação de pessoas na Europa, Estados Unidos e Reino Unido para dar um exemplo. Esta tendência vai encarecer o custo para obtenção dos diversos vistos eletrónicos que estão a ser implementados e consequentemente limitar o crescimento das viagens turísticas para os países que começam a ter estas restrições.
A nível nacional, continuamos com muitas dificuldades no Aeroporto de Lisboa, a vários níveis. Perda de ligações aéreas por excesso de tempo ao passar no controlo de passaportes, temos um aeroporto que oferece uma experiência negativa aos seus utilizadores na maioria das áreas (check-in, controlo segurança, alimentação, limpeza, etc…). É urgente resolver este problema que esta a começar a alastrar para outros aeroportos nacionais.
Que sinal positivo destacou no setor?
Destaco o papel do Turismo de Portugal na sua ação de promoção do país. Continuamos a ter bons resultados e com taxas de crescimento interessantes e a diversificar mercados.
Que alerta ou tendência emergente devemos observar em 2026?
Um alerta para a hotelaria nacional, que continua a perder competitividade para o mercado interno. Os preços praticados não são compatíveis para o rendimento médio do cliente português que esta cada vez mais a optar por viajar para destinos internacionais em vez de ir para o Algarve, por exemplo. Por outro lado, temos destinos como a Madeira ou Alentejo que são uma exceção a esta tendência e tem uma aposta forte na atração do mercado interno.




