Quarta-feira, Novembro 30, 2022
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Realidade Virtual: como aplicar no seu negócio

Em 2021, Mark Zuckerberg anuncia a mudança da empresa Facebook para a empresa Meta. Tudo devido ao seu novo grande projeto: a criação de um Metaverso.

Metaverso é a terminologia utilizada para indicar um tipo de mundo virtual que tenta replicar a realidade através de dispositivos digitais. É um espaço coletivo e virtual compartilhado, constituído pela soma de “realidade virtual”, “realidade aumentada” e “Internet”.

A realidade virtual já está a revolucionar variados mercados. No Real Estate de luxo algumas empresas já oferecem aos seus clientes a possibilidade de remotamente visitarem o imóvel que pretendem comprar. Assim, mesmo longe, conseguem ter uma ideia real do seu investimento. Outro módulo interessante é o de ver o projeto de arquitetura do imóvel aplicado em tamanho real.

Nos Estados Unidos, equipas de futebol americano estão a preparar estádios para terem bancadas de realidade virtual. Isto irá permitir a adeptos a quilómetros de distância comprar um lugar virtual, ver o jogo e sentir que está mesmo no estádio.

Com a contínua evolução deste tipo de realidade e com o surgimento do Metaverso também se esperam algumas mudanças para o sector do turismo.

Agência de viagens

Como sempre gosto de mencionar, são as experiências que tornam toda uma viagem incrível. Desde o seu alojamento até à restauração, a experiência de um viajante no seu todo é que torna qualquer viagem inesquecível.

Isto é um ponto importante para as agências de viagens, porque poderão, com a realidade virtual, mostrar aos interessados o que será a experiência de visitar determinado local seja este uma praia, o deserto ou mesmo uma experiência radical!

Será uma oportunidade de apresentar os packs e os locais e aumentar a satisfação do cliente quando visita. Toda esta opção de realidade virtual poderá ser vendida em pessoa ou na própria agência de viagens como também online, no site (em que neste caso o cliente terá de ter os óculos).

Experiências

Como referido acima, as experiências que um turista atualmente reserva através do Airbnb ou Trivago irão competir com as experiências virtuais. No entanto, isto não tem que necessariamente ser uma desvantagem porque apesar de parecer que a realidade virtual irá colocar cada vez mais os turistas em casa, isto nem sempre será real. Estes não vão deixar de viajar e conhecer novos locais (pelo menos a curto-médio prazo). A viagem e a partilha humana ainda não são substituíveis.

O que irá a acontecer certamente é que um turista estará cada vez mais seletivo no tipo de experiência que irá obter para não ser surpreendido em pessoa. Ou seja, o que um fornecedor de um serviço de experiências terá de conseguir transmitir é um pouco do que oferece presencialmente, mas de modo divertido, honesto, mas aliciante através da realidade virtual.

Alojamentos/Hotéis

Um mercado tão competitivo e com tanta oferta está sempre dependente da diferenciação. Tendo em consideração que atualmente um visitante, antes de alugar um espaço, procura entre dezenas de opções de alojamentos, no turismo de luxo a opção de fazer uma visita em realidade virtual no site do alojamento será fundamental para uma decisão final.

Acredito, aliás, que em não muitos anos, a possibilidade de uma visita virtual como a que menciono acima estará também disponível para os alojamentos mostrarem os seus espaços (tal como as fotos ou vídeos) em plataformas do futuro.

Este sector deverá funcionar um pouco como o Real Estate em que se permite ao cliente ter uma perceção real do que será o espaço pelo qual está a pagar, nem que seja pelo menos o quarto. O Atlantis Dubai já tens esta funcionalidade hoje disponível, por exemplo.

Em Portugal já existem prestadores de serviço que realizam captações preparadas para a Realidade Virtual e que otimizam os serviços nesse aspeto. São muitas as áreas que a realidade virtual irá impactar. Irá, aliás, impactar a vida de todos nós, desde reuniões de trabalho ao exercício físico. No entanto, será cada vez mais uma “realidade” e, para isso, todos os sectores terão de ter capacidade de se adaptar.

Sei que para muitos isto parece algo longínquo e dispendioso, mas sobre o primeiro ponto recordo que o primeiro iPhone foi lançado em 2007, passaram-se 15 anos e hoje na palma da nossa mão temos mais informação do que alguma vez seria imaginável. Para o segundo ponto, este tipo de tecnologia irá funcionar como qualquer outra, a seu início é dispendiosa, mas com o tempo irá tornar-se mais acessível e barata. Hoje, não como em 2007, qualquer pessoa tem um smartphone.

O importante é concentrar no presente com olhos no futuro.

Boas reservas!

Por Miguel Estorninho

Licenciado em Marketing, Publicidade e Relações Públicas, Mestrando em Ciências da Comunicação. Cofundador da Agência Digital Natives e Mestre em Marketing e Comunicação

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