Segunda-feira, Fevereiro 6, 2023
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Receitas da Vila Galé em Portugal crescem 18% em 2022

O grupo Vila Galé registou 135 milhões de euros de receitas nos seus hotéis em Portugal no ano passado, o que equivale a um aumento de 18% face a 2019, ano pré-pandemia.

Estes resultados contrariam as expetativas mais pessimistas do grupo que apontavam para receitas entre 10% a 15% abaixo de 2019. “Foi uma agradável surpresa a partir do 2º trimestre de 2022, a generalidade dos mercados internacionais retomaram os fluxos turísticos, à exceção da Ásia”, afirmou Gonçalo Rebelo de Almeida, administrador do grupo, num encontro com a imprensa esta quarta-feira, dia 11.

Dos mercados tradicionais para Portugal e para os hotéis Vila Galé, só o Brasil e a Alemanha não recuperaram os valores de 2019. No entanto, os restantes mercados ficaram em linha com o ano de 2019 ou acima, com destaque para o mercado americano. A taxa média de ocupação manteve-se em linha ou inferior a 2019 (58%), dependendo dos hotéis, contudo os preços subiram em média 14%, o que denota que a subida das receitas foi resultado do preço e não tanto da ocupação.

Em Portugal, onde o grupo detém 27 unidades hoteleiras, foram vendidas um milhão de quartos ocupados, que correspondem a dois milhões de dormidas e 670 mil clientes.

“Felizmente, o setor provou que não foram precisos nem seis meses para tudo voltar ao que era antes”.

Comparativamente a 2029, o mercado português conseguiu crescer e é, de longe, o principal mercado, correspondendo a 44% das dormidas e 53% dos clientes. Segue-se o Reino Unido (14%), Alemanha (7%), Espanha (5%), França (4%), Brasil (3%) e Estados Unidos da América (2%), cabendo o restante a outras nacionalidades.

Neste balanço do ano, Gonçalo Rebelo de Almeida destacou ainda a percentagem de reservas via canal direto que foi de 42% em 2022, o que permitiu também a subida de preços, ressalvou o gestor.

“Felizmente, o setor provou que não foram precisos nem seis meses para tudo voltar ao que era antes. E não é sorte, nem há nenhum segredo por trás disto. Todos os fatores críticos que fizeram com que Portugal tivesse sucesso, do ponto de vista de crescimento do turismo antes da pandemia, continuaram válidos no pós-pandemia: paisagem natural, história e monumentos, clima, gastronomia, pessoas, infraestruturas do turismo). Nada disto se degradou ou piorou, não há diferença entre o pré e pós pandemia”, defendeu Gonçalo Rebelo de Almeida, acrescentando outro fator que não é comunicado mas é percecionado pelos turistas: a segurança.

Resultados no Brasil

Quanto às dez unidades no Brasil, tiveram receitas de 464 milhões de reais em 2022, mais 25% do que em 2019. Tendo em conta uma taxa de câmbio de 1€ = 5,6R$, o último exercício naquele país gerou cerca de 83 milhões de euros de receita.

Descontando o contributo dos novos hotéis – o Vila Galé Paulista, inaugurado em agosto de 2020 em plena pandemia, e o Vila Galé Alagoas, a funcionar desde junho de 2022 – o volume de negócios teria subido 14%, para 423 milhões de reais.

Face aos resultados do Vila Galé Alagoas no 2º semestre de 2022, as expetativas são bem elevadas.

Com três hotéis de cidade, seis resorts no regime de “tudo-incluído” e um resort urbano, no Brasil, registaram-se 568 mil quartos ocupados e 1,35 milhões de dormidas e 324 mil clientes. Brasil (93%), Argentina (2%) e Portugal (1,5%) são os três principais mercados emissores no total de dormidas.

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