Sábado, Novembro 26, 2022
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Redes sociais: O futuro

Em 2007, Steve Jobs perante o mundo inteiro apresenta o primeiro iPhone. A base para a ideia era simples, mas de difícil execução: ter um telefone, iPod e um comunicador com a internet num só produto.

Este novo modo de utilizar o dispositivo móvel do dia a dia foi totalmente diferenciador. Este ideal de ter tudo num só local e a aceitação que teve causaram uma das maiores revoluções tecnológicas da sociedade moderna. A partir dai os modelos de smartphones da própria marca e da concorrência não deixaram de evoluir e com isso o seu espaço e as suas funcionalidades dentro destas as redes sociais.

Para termos uma ideia, foi após 2007 que surgiram plataformas como o Instagram, Whatsapp, Snapchat, BeReal, Spotify, Tiktok, Club House, Vinted e as anteriores como o Facebook, Twitter e Linkedin tiveram de se adaptar a esta nova realidade.

Esta transição dos consumidores do Offline para o Online e para o Mobile Online causou impacto nas empresas que tiveram de acompanhar esta mudança de modo a estarem perto dos seus clientes.

Numa fase inicial as dificuldades foram muitas: em que redes sociais estar? Como criar conteúdos? A que horas publicar? Onde publicar? Influenciadores Digitais Sim ou Não? Todas estas perguntas, que são efetivamente normais, ainda hoje assombram a vida das empresas.

Empresas de qualquer área, inclusive as empresas relacionadas com o turismo, precisam de estar presentes de forma dinâmica de modo a serem relevantes para o seu público.

No entanto, a geração Y é muito diferente das gerações que acompanharam o crescimento digital que mencionei acima. É uma geração que já nasce neste contexto e que procura outro tipo de plataformas e outro tipo de comunicação.

Em 2022 a social media BeReal obteve mais 315% de downloads do que em 2021. A ideologia da app é simples: “ser autêntico”. Nesta social media o user só consegue fazer uma publicação por dia, sem apresentar filtros, a uma hora diferente todos os dias, não permitindo assim aos utilizadores manipular o que estão (ou não) a fazer naquele momento.

Nota-se cada vez mais nesta geração Z a procura por algo autêntico e real, sem grandes manipulações, e isto será importante para o marketing do futuro que deverá também ele ser cada vez mais autêntico e cru.

O futuro.

Ninguém é profeta e o mundo está constantemente a mudar. A visão que abordo abaixo é meramente pessoal e baseada na minha experiência como humano e como profissional. Em nada se trata de um dado adquirido.

A meu ver o futuro irá ser visual, mas cru.

Esta nova tendência da geração y de procurar conteúdos crus e humanos, menos elaborados e com publicidade muito forte será um pouco o futuro da comunicação digital nas redes sociais.

O tempo de duração de um jovem online deve aumentar, mas o modo que as marcas irão chegar a esses jovens é que será diferente. Em vez da grande produção cinematográfica de um vídeo promocional, a tendência será as empresas optarem por uma comunicação mais humana afastando-se do corporativo e mais crua na sua produção. O quanto menos manipulada, melhor.

O visual irá continuar a ter uma grande importância, por isso os conteúdos em vídeo, maioritariamente vídeos curtos, serão cada vez mais a tendência do futuro, mas o modo que esses vídeos são gravados mesmo pelas marcas serão humanizados.

A expressão “Photo Dump” já é uma das mais usadas online. Isto são nada mais do que uma sequência de fotos tiradas com o telemóvel sem grande preocupação estética. São fotos “verdadeiras” do dia a dia de um jovem.

No caso do setor turístico a adaptação a este novo modo de comunicação digital poderá passar pela partilha de experiência de antigos visitantes, algo como um pequeno vídeo de depoimento ou, claro, podem optar por uma opção mais alternativa como uma dança que seja trending.

Em termos de conteúdos fotográficos, a opção será muito simplificada tentando não apostar em grandes alterações na imagem nem da realidade. “Verdadeiro” é a chave nesta produção de conteúdos.

Obviamente que irá existir sempre espaço para produções criativas e para grandes produções e cada marca deve abordar a sua comunicação dentro das suas normas, mas é compreensível que num mundo em que somos diariamente abordados e manipulados por publicidade e em que os estímulos são constantes, que a procura das novas gerações seja algo mais pessoal e humano.

Só o tempo dirá se isto é, ou não, verdade.

Boas reservas!

PS: Dia 14 e 15 de dezembro estarei a fazer uma conferência online sobre marketing digital
destinado a particulares, micro e pequenas empresas. Para os interessados, podem saber mais
sobre este evento aqui.

Por Miguel Estorninho

Licenciado em Marketing, Publicidade e Relações Públicas, Mestrando em Ciências da Comunicação. Cofundador da Agência Digital Natives e Mestre em Marketing e Comunicação

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