Quinta-feira, Maio 23, 2024
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Reservas de voos para a Colômbia atingem 98% do valor alcançado em 2019

Antes da pandemia, em 2019, a Colômbia estava a viver o melhor ano de sempre, de acordo com Flavia Santoro, presidente da ProColombia. Nesse ano, o turismo representava 4.3% do PIB e um total de 17 novas rotas abriram no país. Em 2022, apesar da pandemia, o país está “quase a igualar os recordes de 2019, um ano que foi histórico para o turismo no país”, sublinha Santoro.

Com o impacto da covid-19 no setor turístico colombiano, o país desenhou um plano de recuperação para recuperar da pandemia e estabeleceu alguns objetivos, entre eles “liderar a reabertura da conectividade; promover o destino com uma perspetiva de regiões turísticas; consolidar a sua posição como um centro internacional para eventos; posicionar a Colômbia como destino número um em termos de sustentabilidade; continuar com a transição B2C; e apoiar a promoção de projetos de infraestruturas turísticas”, salientou Flavia Santoro, no XIII Fórum do Turismo “Portugal – América Latina”, que decorreu na passada quinta-feira, em Lisboa.

XIII Fórum do Turismo “Portugal – América Latina”, que teve como país convidado a Colômbia. O evento decorreu no dia 7 de julho, no Lux Garden Lisbon, e contou com a presença do Presidente e Secretário-Geral do IPDAL; do vice-ministro do turismo da Colômbia, Ricardo Galindo Bueno; de Rita Marques, Secretária de Estado do Turismo; de Natalia Bayona, diretora de inovação da OMT; de Pedro Costa Ferreira, presidente da APAVT; e Manuela Barber, country manager em Portugal da Iberia.

2021 foi “um ano chave para a recuperação do turismo da Colômbia”, segundo Santoro. O país foi visitado por mais de dois milhões de turistas não residentes, o que representou uma recuperação de 50% em relação a 2019. Além disso, nesse ano, abriram 35 novas rotas, quase o dobro das rotas que abriram em 2019.

A presidente da ProColombia sublinha que em 2022 “os resultados são muito positivos”. Em termos de chegadas turísticas, no primeiro trimestre de 2022, 914.882 visitantes não residentes chegaram ao país, representando um crescimento de 220% em comparação com o mesmo período do ano passado. Além disso, o país está a realizar, atualmente, cerca de 1200 frequências semanais e tem um total de 91 rotas diretas em operação. “O setor turístico colombiano demostrou resiliência e capacidade de adaptação”, defendeu.

As reservas de voos para a Colômbia, para a época intermédia do ano, são 148% mais altas do que em 2021, com um total de 304.315, reforçou a presidente. Isto representa 98% do total alcançado em 2019, o ano anterior à pandemia, quando este valor era de 311.763.

Flavia Santoro, presidente da ProColombia, afirma que “em 2022, temos evidenciado uma tendência de crescimento muito favorável na capacidade aérea, nas novas rotas internacionais e no dinamismo do nosso setor turístico. Com estes resultados, estamos praticamente a igualar os recordes de 2019, um ano que foi histórico para o turismo no país, e que serviu de referência para toda a estratégia de reativação pós-pandémica”.

Sustentabilidade e biodiversidade: pontos fortes da Colômbia

A sustentabilidade e a biodiversidade são os pontos fortes do turismo que foram apresentados por Flavia Santoro na passada quinta-feira, em Lisboa. “Queremos que a Colômbia seja o destino número um em termos de sustentabilidade”, sublinhou a presidente da ProColombia, que explicou que o destino tem muito a oferecer a nível de sustentabilidade, “porque somos o país mais biodiverso do mundo por metro quadrado”, destacando que 30% do território colombiano é composto por áreas protegidas.

As “Seis Regiões Turísticas”, uma estratégia de promoção desenvolvida pela entidade, foi criada “em resposta à procura internacional e às novas tendências do mundo das viagens para mostrar uma oferta mais organizada, sustentável e competitiva”, explicou.

As seis regiões são: as Grandes Caraíbas Colombianas, o Pacífico, os Andes Ocidentais (onde fica a região do café Medellín), os Andes Orientais (onde fica Bogotá, Santander, Boyacá), o Maciço (uma grande oferta de arqueologia, história, culturas vivas) e o Amazónia-Orinoquá (o grande coração verde da Colômbia, repleta de biodiversidade).

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