A Ryanair registou um lucro líquido de 2,26 mil milhões de euros no exercício fiscal de 2026, o que representa um crescimento de 40% face aos 1,61 mil milhões de euros alcançados no ano anterior, anunciou este domingo o grupo irlandês.
Segundo os resultados apresentados pela companhia, o tráfego cresceu 4%, para 208,4 milhões de passageiros, apesar dos atrasos nas entregas de aeronaves Boeing 737-8200. As receitas totais aumentaram 11%, atingindo 15,54 mil milhões de euros.
A companhia destaca que as tarifas aéreas recuperaram ao longo do último ano, após a quebra de 7% registada anteriormente, contribuindo para um aumento de 14% nas receitas de bilheteira, para 10,56 mil milhões de euros.
Os custos operacionais cresceram 6%, para 13,09 mil milhões de euros, enquanto as receitas auxiliares, incluindo bagagem e serviços adicionais, subiram 6%, para 4,99 mil milhões de euros.
Citado em comunicado, o CEO do grupo, Michael O’Leary, afirma que “a procura permanece robusta”, apesar da incerteza gerada pelo conflito no Médio Oriente e pela subida dos preços do combustível.
A Ryanair refere que 80% das necessidades de combustível para o exercício de 2027 estão cobertas através de contratos de hedging, a cerca de 67 dólares por barril, estratégia que deverá proteger a companhia da volatilidade atual do mercado petrolífero.
A transportadora alerta, no entanto, para os impactos do aumento dos custos ambientais e fiscais na Europa. Segundo a empresa, as taxas ambientais da União Europeia deverão subir mais 300 milhões de euros em 2027, atingindo cerca de 1,4 mil milhões de euros.
O grupo prevê transportar 216 milhões de passageiros no exercício fiscal de 2027, um aumento de 4%, apoiado na frota de 647 aeronaves, incluindo os 210 Boeing “Gamechanger” já entregues.
A Ryanair afirma ainda que continuará a reforçar a operação em mercados considerados mais competitivos, como Albânia, Itália, Marrocos, Eslováquia e Suécia, transferindo capacidade de países com taxas aeroportuárias e impostos mais elevados.
No comunicado, Michael O’Leary sublinha que a limitação da capacidade aérea na Europa deverá manter-se até ao final da década, devido aos atrasos nas entregas de aeronaves, problemas de manutenção de motores e consolidação do setor.
“Com a nossa vantagem de custos, balanço sólido e frota eficiente, acreditamos que a Ryanair poderá crescer de forma lucrativa para mais de 300 milhões de passageiros por ano até 2034”, afirma o CEO.




