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Ryanair pede ao Governo português que proteja a conetividade e o turismo nas ilhas

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A Ryanair fez um apelo na passada terça-feira, dia 25, ao Governo português para proteger a conetividade, o emprego e o turismo pós-covid em Ponta Delgada e na Madeira.

Nesse sentido, a companhia aérea pediu ao Governo que intervenha junto da ANA, empresa responsável pela gestão de aeroportos em Portugal, e reverta o aumento de 26% sobre todos os passageiros que partem da Madeira e do Aeroporto de Ponta Delgada, e que atue no sentido de “eliminar a taxa de 96% da ANA sobre a segurança dos passageiros”.

Segundo a companhia, o Governo português desperdiçou mais de 3,5 mil milhões de euros do dinheiro dos contribuintes para financiar a TAP, mas “nada fez para proteger a conetividade e o emprego nos Açores”.

A Ryanair opera atualmente 44 voos semanais em 4 rotas de/para Ponta Delgada e já transportou mais de 2,8 milhões de passageiros desde o início das operações em 2015. No entanto, o futuro do turismo de Ponta Delgada está “em risco devido aos aumentos extorsivos de preços da ANA”, defende a companhia. “Os já excessivos aumentos de taxas da ANA nos aeroportos de Ponta Delgada e da Madeira são exacerbados pelo facto do governo português continuar a permitir que a empresa responsável cobre mais de 96% por passageiro que parte de todos os aeroportos portugueses”, acrescenta.

A companhia aérea está também a operar o seu maior horário de sempre no Porto e em Faro para o verão de 2023. Este crescimento no Porto e em Faro é o resultado direto da intervenção da ANAC (Autoridade Reguladora dos Aeroportos), que impediu o operador aeroportuário ANA de introduzir taxas aeroportuárias excessivas nestes aeroportos. “Lamentavelmente, a intervenção da ANAC não foi suficientemente longe, tendo a ANA aumentado as taxas para a Madeira e os Açores, colocando inexplicavelmente estas economias insulares periféricas em pé de igualdade com o aeroporto de Lisboa, cuja capacidade é limitada”, afirmou a companhia aérea em comunicado.

De acordo com a companhia, “o Governo português também não protegeu as vulneráveis regiões ultraperiféricas dos Açores e da Madeira da reforma do regime comunitário de comércio de licenças de emissão, o que significa que as taxas aumentarão até 10 euros adicionais por passageiro”.

“O Governo português pode proteger ainda mais a competitividade dos Açores, revertendo a abolição do regime ETS (Emissions Trading System), que fará com que as taxas de passageiros aumentem até 10 euros, tornando os Açores irremediavelmente não competitivos em relação a outras regiões não periféricas da UE”, referiu Eddie Wilson, CEO da Ryanair DAC.

“O aumento das taxas aeroportuárias tem um impacto significativo nos aeroportos regionais, pondo em risco o crescimento – especialmente de duas economias insulares completamente dependentes do turismo. A Ryanair está na melhor posição para fornecer a capacidade, o tráfego e o investimento necessários para impulsionar a recuperação dos Açores após a pandemia e fornecer conetividade, escolha e tarifas de baixo custo para os cidadãos/visitantes açorianos, no entanto o Governo deve agir agora e introduzir custos de acesso mais baixos para proteger a recuperação e o crescimento do turismo”, acrescentou Eddie Wilson.

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