A Ryanair defendeu esta quarta-feira a proibição do consumo de álcool durante a madrugada nos aeroportos, uma vez que a companhia aérea low-cost é obrigada a desviar quase um avião por dia devido ao comportamento inadequado de alguns passageiros, segundo o CEO, Michael O’Leary.
“Não compreendo de todo por que razão as pessoas são servidas nos bares dos aeroportos às cinco ou seis da manhã. Quem precisa de beber cerveja a essa hora?”, questionou O’Leary.
“Não deveria haver serviço de bebidas alcoólicas nos aeroportos” durante esse período, acrescentou. O CEO criticou ainda os estabelecimentos “que, em caso de atraso, estão totalmente dispostos a servir todo o álcool que as pessoas quiserem, porque sabem que vão transferir o problema para as companhias aéreas”.
Como solução, o responsável propõe a limitação do consumo a duas bebidas alcoólicas por passageiro nos aeroportos, controlada através do cartão de embarque.
“Se recuar dez anos, talvez tivéssemos um desvio de voo por semana, agora, diria que estamos perto de um por dia”, afirmou O’Leary, em declarações ao Times.
Em junho, a transportadora irlandesa anunciou a introdução de uma multa de 500 euros para “os passageiros perturbadores cujo comportamento leve ao desembarque do avião”.
O tema não é novo para o presidente da companhia, que ao longo dos últimos anos tem vindo a denunciar episódios de mau comportamento associados ao consumo de álcool e drogas durante os voos.
Em 2024, chegou mesmo a destacar os voos entre o Reino Unido e destinos turísticos como Ibiza como particularmente problemáticos, classificando-os como “os piores”.


