Quinta-feira, Fevereiro 22, 2024
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Setor do Turismo recorda André Jordan como “um visionário, uma referência e figura incontornável”

O setor do turismo presta a sua homenagem a André Jordan, que morreu na sexta-feira, aos 90 anos. Várias associações como a Confederação do Turismo de Portugal (CTP), a Associação da Hotelaria de Portugal (AHP) e a Associação da Hotelaria, Restauração e Similares de Portugal (AHRESP), assim como o Turismo de Portugal e a AHETA, entre outros, lamentaram a morte do empresário, conhecido como pai do turismo português, e fundador, idealizador e promotor da Quinta do Lago.

Num comunicado, a CTP disse que “expressa uma sentida homenagem a André Jordan, conhecido como o ‘Pai do Turismo Português’ e não por acaso. André Jordan é uma referência para todos os empresários da atividade turística, um empreendedor, o obreiro de empreendimentos de referência como Vilamoura, Quinta do Lago e o Belas Clube de Campo”.

A Confederação “agradece toda a dedicação e empenho de André Jordan no desenvolvimento do Turismo em Portugal”.

“Em meu nome e da Confederação do Turismo de Portugal, expresso as nossas sinceras condolências à família de André Jordan. Vou sentir saudades dos nossos almoços, onde passávamos horas a falar sobre Turismo”, disse Francisco Calheiros, presidente da entidade.

O dirigente associativo disse ainda que iria ter “saudades do seu humor e do seu mundo. Foi sempre uma mais-valia ouvir as suas opiniões e ter em conta a sua vasta experiência”.

Por sua vez, “é com profunda tristeza que a AHP recebeu a notícia do falecimento de André Jordan.
André Jordan foi, e continuará a ser recordado, como uma figura incontornável para o nosso país, um grande empreendedor, um visionário, legítimo representante do Turismo e da Hotelaria nacional e muito querido e respeitado por todos os que com ele se cruzaram. O seu exemplo perdurará, inspirando todos os profissionais do Turismo”, escreve a associação.

Numa nota pessoal, o presidente da AHP, Bernardo Trindade, afirma que “na hora da sua partida, a família do Turismo em Portugal diz-lhe obrigado. Obrigado por tudo o que legou ao país. Por tudo o que serviu Portugal. Estimado André, você assume uma centralidade tal, que podemos dizer que o turismo em Portugal teve um antes e um depois do André Jordan”.

“O empresário de referência do turismo nacional, André Jordan, morreu esta sexta-feira aos 92 anos. A AHRESP lamenta profundamente o falecimento e envia à família e amigos as mais sentidas condolências”, refere a AHRESP.

“Trata-se de uma perda inestimável para o turismo algarvio, pois era um homem que fez muito pelo Algarve”, lamentou à Lusa o presidente da Associação dos Hotéis e Empreendimentos Turísticos do Algarve (AHETA), Hélder Martins.

O presidente da maior associação empresarial de hoteleiros da região adiantou que os encontros com André Jordan “eram uma lição de vida, porque para ele a palavra quantidade nunca existia, mas sim a qualidade”.

“Era um homem que continuava a interessar-se pelo turismo e pelo Algarve em particular, é uma grande perda”, assinalou.

“Hoje, despedimo-nos de um verdadeiro visionário, André Jordan, cuja extraordinária visão e resiliência criaram a Quinta do Lago e enraizaram o seu legado naquilo a que orgulhosamente chamamos hoje casa”. É desta forma que começa a Nota de Pesar da Quinta do Lago.

“A jornada de André Jordan com a Quinta do Lago começou com um sonho: criar um resort de classe mundial que abraçasse o charme e a elegância do nosso entorno. Apesar de enfrentar desafios, ele embarcou nessa jornada com espírito inabalável. Do modesto início de uma quinta em ruínas ao vibrante centro de luxo e lazer que é hoje, a visão de André transformou a Quinta do Lago num refúgio de paz e tranquilidade”, continua.

“Ao longo dos altos e baixos, a dedicação de André nunca vacilou. Os seus primeiros esforços de desenvolvimento na década de 1970 abriram o caminho para o sucesso da Quinta do Lago, recebendo hóspedes de todo o mundo e estabelecendo um padrão de excelência”, acrescenta.

O texto da Quinta do Lago, que presta homenagem a André Jordan, termina com: “Hoje, ao lembrarmos a vida marcante de André Jordan, celebramos sua visão, sua paixão e o legado duradouro que ele deixa. A Quinta do Lago terá para sempre a marca do seu espírito, inspirando as gerações vindouras. Seu legado continua vivo em cada pôr do sol, cada sorriso e cada lembrança querida”.

Numa Nota de Pesar, o Turismo de Portugal escreve que “o turismo português viu partir, aos 90 anos de idade, um dos seus mais relevantes empreendedores”. “Homem de pensamento e de ação, André Jordan deixa um legado inapagável, obra feita de visão estratégica, modernidade e excelência, que muito honra e valoriza a nossa oferta turística no contexto mundial”, acrescenta.

“André Jordan foi um visionário e um homem com um enorme sentido de legado. A marca indelével que deixa sobretudo no Turismo em Portugal, mas também noutras áreas, faz dele um dos gigantes do nosso tempo moderno. A sua audácia e visão fizeram de Portugal um destino capacitado para receber o melhor do Turismo mundial, contribuindo assim de forma decisiva para a economia portuguesa ao longo de várias décadas”, refere Bernardo Corrêa de Barros, presidente do Turismo de Cascais. “Tive o privilégio imenso de privar pessoalmente com André Jordan e testemunhar o seu maior legado – a sua família. O entusiasmo por Portugal e pelo setor do Turismo foram absolutamente fundamentais para o trabalho que desenvolvo hoje, levando sempre os seus valores como referência. Deixa um legado que fica para a história global, abraçando a causa do turismo e do golfe como ninguém o havia feito no nosso país. Era um homem de intenções nobres, um homem das emoções e relações pessoais, tendo partilhado por diversas vezes que a amizade era o seu “maior luxo”. Tinha quatro filhos e nove netos, a quem deixamos as mais verdadeiras e sentidas condolências” acrescenta o presidente do Turismo de Cascais.

O empresário Mário Ferreira também expressou uma homenagem a André Jordan ao escrever que “foi, de facto, uma figura importante no setor do turismo em Portugal. Sempre que com ele me encontrei, tinha um sorriso e uma palavra agradável a dizer, um Gentleman”.

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