Domingo, Maio 10, 2026
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Six Senses Douro Valley regista aumento de receita em 2024

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André Buldini, diretor-geral do Six Senses Douro Valley, revelou que a taxa de ocupação do hotel está ao mesmo nível do ano anterior, embora com uma maior receita. Em termos de mercados, o americano continua a ser o principal, seguido do português, inglês e brasileiro.

“A ocupação está ao mesmo nível que o ano anterior. A receita cresceu este ano, como tem crescido todos os anos desde o covid. Em termos de mercados, o americano, que já era um mercado maioritário, continua a crescer um pouco mais, consolidando-se completamente como o nosso mercado principal, seguido do português, inglês e brasileiro”, disse André Buldini em entrevista ao TNews, à margem de uma press trip ao hotel.

Como oportunidades, o responsável vê o mercado da Ásia-Pacífico graças ao aumento das conexões diretas entre o Porto e estas regiões.

Segundo André Buldini, há ainda toda uma série de atividades na região e no hotel vocacionadas para o segmento de grupos, que visam compensar a época baixa. Nesta época, destacam-se ainda o lançamento de carros e os tours de bicicleta, que surgem como complemento aos clientes individuais.

Ainda na entrevista, o diretor-geral do Six Senses Douro Valley anunciou a renovação completa do bar da piscina, bem como a inauguração de uma estufa, que ficará pronta no início do próximo ano. “Vamos inaugurar uma estufa fria no início do próximo ano, que vai ser uma área para a sustentabilidade e para os jardins do hotel, onde vamos fazer uns pop-ups à noite. Julgo que vai ser algo muito giro para os nossos clientes, mas que ainda não posso revelar muitos detalhes”.

Além disso, em 2025, o hotel continuará a investir na remodelação dos quartos e na melhoria das facilidades para os hosts.

“A nossa experiência passa muito por ler o cliente e antecipar as suas necessidades”

Questionado sobre as caraterísticas que tornam a experiência do cliente única, André Buldini destacou um leque de serviços que passam muito “por ler o cliente e antecipar as suas necessidades”.

“Além do serviço, que nós queremos que seja referência, creio que a experiência passa muito por ler o cliente e antecipar as suas necessidades.” Como exemplo, André Buldini realçou o trajeto que os clientes tinham de fazer para a doca: “Temos várias experiências na doca junto ao rio, onde os nossos clientes podem fazer um passeio de barco e outras atividades aquáticas, que incluem caiaque ou stand-up paddle. Antigamente, tinham de ir de carro até ao pinhão e, hoje em dia, só precisam de fazer dois minutos a pé e chegam à doca”.

“Continuamos a ter experiências como a pintura de azulejos, as aulas de cerâmica ou a subida às árvores, e estamos a investir e a explorar, cada vez mais, a parte espiritual. Temos agora o spiritual program, em que queremos que os nossos clientes se desconectem dos seus aparelhos eletrónicos e se reencontrem através de várias áreas do hotel, incluindo o spa e a floresta.”

Por último, André Buldini abordou o tema da inovação, explicando como a tecnologia pode elevar a experiência do cliente: “Há uns tempos atrás, instalámos uma app do Six Senses que nos ajuda a antecipar os pedidos dos nossos clientes, ou seja, o cliente está a fazer Jogging e, durante a atividade, vai ao telemóvel e diz ‘Artis, vou chegar ao hotel daqui a dez minutos e, quando chegar, quero ter o pequeno-almoço no quarto’. De seguida, a equipa recebe esse pedido na app e quando o cliente chega já está tudo montado.”

“Acho que esse é um ótimo exemplo de como a tecnologia pode elevar a experiência do cliente. A app é, sem dúvida, um ponto de referência e um ótimo exemplo de como a tecnologia complementa e agrega valor à experiência”, terminou.

Entrevista em vídeo a André Buldini, diretor-geral do Six Senses Douro Valley:

 
 
 
 
 
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