Solférias regista volume de vendas 30% acima de 2024

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Desde o início do ano, a Solférias aumentou as vendas em 30%, face ao mesmo período do ano passado, revelou Sónia Regateiro, diretora de operações do operador turístico.

“Posso-vos dizer que, até à data de hoje, se compararmos em projeção de vendas e número de passageiros, estamos 30% acima do ano passado”, começou por dizer Sónia Regateiro, à margem do último dia do roadshow do operador, que reuniu cerca de 560 agentes de viagens no Pavilhão Carlos Lopes, em Lisboa. Para a responsável, “mais do que apresentar a programação da Solférias, este evento já se transformou num momento de partilha e convívio entre o trade”.

A diretora comercial da Solférias revelou aos jornalistas que este ano não terão mais nenhuma novidade, além da Costa Norte do Egito. Contudo, a capacidade charter do operador aumentou na mesma proporção. Em termos de lugares charter, apresentam mais 28% face ao ano anterior; isto traduz-se em mais lugares, mais vendas e mais passageiros. “As datas premium do verão estão praticamente cheias”, frisou Sónia, destacando que, até agora, já contam com mais de cinco mil passageiros, comparativamente aos mais de 4 mil registados no período homólogo.

Por sua vez, os destinos reforçados foram Tunísia, que conta com mais dois voos para Enfidha, Cabo Verde (mais dois voos) e Costa Norte do Egito.

Questionada sobre os destinos com melhor desempenho, a responsável destacou Cabo Verde e Costa Norte do Egito, que se encontram com uma taxa de ocupação acima dos 50%. Por outro lado, Saïdia não está a correr tão bem. “O pior é Saïdia, que está na casa dos 30%, mas para mim é normal, porque Saïdia é um destino de curta distância, mais barato, que se calhar o segmento vai comprar mais tarde. Por isso, ter Saïdia com 30% de ocupação não é preocupante.”

Existe, contudo, uma diferença no top 10 de destinos mais vendidos pelo operador. Segundo Sónia Regateiro, a nível do top 10 de destinos, a única diferença é a substituição de Zanzibar pelas Maldivas. “Até à data, as Maldivas superam as vendas de Zanzibar, isto porque o ano passado tínhamos Zanzibar em charter e este ano não.” Por ordem decrescente, os destinos mais vendidos são: Cabo Verde, Costa Norte do Egito, Disneyland Paris, Senegal, Tunísia, Marrocos, São Tomé, Brasil, Maldivas e Porto Santo.

Quanto às campanhas de last minute no verão, Sónia acredita “que vão continuar a haver, porque, por muita procura que exista no mercado, a oferta também cresceu imenso”.

Ainda na conferência, Sónia Regateiro revelou que existem “dois fenómenos” na Solférias: a procura pelo Brasil e aposta na tecnologia. “A procura pelo Brasil cresceu imenso, mas nós também tivemos uma novidade que foi a nível tecnológico. As integrações que temos feito com a Omnibees não estavam a funcionar no ano passado, porque havia a questão do pull and push dos sistemas, que começaram a funcionar no final do ano passado. Com a integração tecnológica de tarifas Omnibees, notámos efetivamente um grande aumento da procura pelo Brasil”, referiu.

Sobre uma futura operação no Aeroporto de Beja, Sónia Regateiro disse que está “fora de questão”, considerando que Beja não é uma alternativa a Lisboa. “Não há autoestradas, nem ligações ferroviárias até Beja e o próprio aeroporto tem horários, portanto não seria uma hipótese.”

No Porto, o roadshow da Solférias contou com 550 agentes de viagens, e em Lisboa estavam inscritos 560.

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