A TAP retomou as ligações aéreas para Caracas, após uma suspensão iniciada em novembro na sequência de um alerta de segurança emitido pelos Estados Unidos, numa operação que coincide com a celebração dos 50 anos da companhia portuguesa na Venezuela.
O regresso da rota Lisboa-Caracas foi assinalado no Aeroporto Internacional Simón Bolívar, em Maiquetía, onde chegou um Airbus A330 totalmente lotado, com 298 passageiros, recebido por dezenas de luso-venezuelanos.
Durante o momento, o diretor de operações da TAP destacou a relevância histórica e estratégica da ligação. “Representa 50 anos de uma rota que é fundamental para a TAP. Uma rota que une portugueses, que une diáspora, que une muito daquilo que nós somos. Quando nós dizemos, há muito tempo: a TAP é Portugal. Para ser Portugal tem que ligar as comunidades. Obviamente nós sempre o fizemos, mesmo em alturas mais complicadas”, disse.
Segundo Mário Chaves, a TAP está preparada para reforçar as ligações para Caracas, já a partir de julho, com um voo semanal direto para o Funchal. “E se for necessário mais, temos mecanismos para conseguir reforçar. Para nós é uma rota importante, portanto, estaremos sempre, não só disponíveis, mas com vontade desse reforço”, explicou.
O diretor de operações disse que foram avaliadas as questões de segurança que motivaram a suspensão dos voos, garantindo que a comunidade lusa local pode esperar continuidade nas operações.
Já o novo embaixador português na Venezuela, Frederico Silva, defendeu que a retoma dos voos e a celebração dos 50 anos da ligação direta “mostra a perdurabilidade da relação e certamente o reforço que se vai assistir nesta mobilidade entre os dois países”.
Recorde-se que a suspensão dos voos ocorreu após a Administração Federal de Aviação dos Estados Unidos recomendar “extrema cautela” no espaço aéreo venezuelano, levando várias companhias aéreas – como a TAP, Iberia, Air Europa, Avianca e Turkish Airlines – a interromper operações.
Posteriormente, o Governo venezuelano chegou a revogar licenças de operação a várias transportadoras, incluindo a TAP, acusando-as de se “unirem aos atos de terrorismo” promovidos pelos Estados Unidos.



