Transavia cancela 50 voos em maio e junho devido ao preço do jet fuel

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A Transavia cancelou cerca de 50 voos programados para maio e junho, devido ao impacto da guerra no Médio Oriente no preço dos combustíveis. A companhia admite que poderão ocorrer novos ajustamentos, sublinhando que está a fazer uma gestão diária das operações num contexto de elevada incerteza.

“Cancelámos alguns voos até agora, cerca de 50 para maio e junho, mas é um processo dinâmico, temos de nos adaptar no dia a dia. Não é algo fácil de fazer, mas temos de enfrentar a realidade do aumento do preço dos combustíveis”, afirmou o novo diretor geral adjunto comercial da Transavia França, Julien Mallard, em conferência de imprensa no Porto.

O responsável destacou que “estas questões fazem parte da gestão quotidiana da companhia”, acrescentando que a integração no grupo Air France-KLM tem sido uma vantagem neste contexto.

“Todas as companhias estão a enfrentar o mesmo problema de jet fuel, mas estamos a implementar novos processos para que, nos próximo meses, o impacto do combustível não nos obrigue a reduzir capacidade”, sublinhou.

Ainda assim, Julien Mallard reconhece que o atual cenário de “muita incerteza” exige elevada flexibilidade e uma monitorização constante, não excluindo a possibilidade de novos cancelamentos. Nesses casos, os passageiros serão reembolsados.

Desde março, o aumento do preço dos combustíveis levou a companhia a ajustar tarifas, com um aumento de cinco euros por viagem, “para enfrentar a realidade do mercado”.

Portugal é “mercado-chave” para a Transavia

Portugal continua a assumir-se como um “mercado-chave” para a transportadora. Em 2025, a operação registou um desempenho “especialmente positivo”, consolidando o país como o terceiro mercado em capacidade de lugares, com 3,3 milhões de passageiros transportados entre Portugal, França, Países Baixos e Bélgica e uma taxa de ocupação superior a 90%.

Para o verão, a Transavia vai disponibilizar mais de 2,5 milhões de lugares no mercado português, o que representa um crescimento de 5,5% face ao mesmo período do ano anterior. A companhia opera atualmente a partir de cinco aeroportos nacionais para nove destinos (seis em França, três nos Países Baixos e um na Bélgica).

“Com 24 rotas a operar este verão de/para França, Países Baixos e Bélgica, Portugal vai ser, uma vez mais, um dos três mercados com melhor desempenho da companhia”, salienta.

Destacam-se os sete voos diários na rota Paris Orly-Porto e cinco ligações diárias entre Paris Orly e Lisboa, que, segundo o responsável, vão “facilitar as viagens de negócios”. A operação inclui ainda um aumento de 5% da capacidade para Portugal a partir de Amesterdão, face ao verão de 2025.

A Transavia opera em Portugal há quase 19 anos e já transportou mais de 25 milhões de passageiros de e para o país. Atualmente, liga Faro, Funchal, Lisboa, Ponta Delgada e Porto a vários destinos em França, Países Baixos e Bélgica.

“Com um crescimento sustentado, sobretudo devido à chegada dos novos Airbus A320neo e A321neo, estamos a manter o nosso foco estratégico em Portugal em 2026, primeiro mercado para França e segundo a nível mundial”, acrescenta o CCO.

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