Durante o terceiro trimestre do ano fiscal de 2022, o grupo TUI ampliou o número de clientes em 84%, em comparação com 2019, e aumentou as receitas para 4,43 mil milhões de euros. Nos três primeiros trimestres do ano fiscal, o grupo registou uma perda líquida atribuível de 1.076,7 milhões de euros, menos 55,3% do que em 2021, de acordo com um comunicado publicado no website da TUI.
O volume de negócios aumentou quase sete vezes no terceiro trimestre em análise, de 650 milhões de euros para 4,43 mil milhões de euros. Nos primeiros nove meses do seu atual ano fiscal, que começou em outubro de 2021, o volume de negócios subiu 545,7% para 8.819,1 milhões de euros.
Apesar do caos nos principais aeroportos da Europa, o grupo TUI conseguiu levar 96% dos seus clientes a destinos de férias sem atrasos ou com atrasos de menos de três horas, em maio e junho. De acordo com o grupo, os 200 cancelamentos registados durante esse período foram efetuados principalmente no aeroporto de Manchester e “representam menos de 1% de todo o programa de verão”.
O grupo afirma que o EBIT subjacente era de -27 milhões de euros, incluindo 75 milhões de euros de custos adicionais causados por “irregularidades”, especialmente no tráfego aéreo britânico. Sem estes custos adicionais, o EBIT do grupo seria de 48 milhões de euros, tornando-o “no primeiro trimestre rentável desde o início da pandemia”.

Para o período compreendido entre abril e junho de 2022, os resultados da Hotels & Resorts, Cruises e TUI Musement são positivos “pela primeira vez” desde o começo da pandemia, uma vez que o EBIT subjacente atingiu 122 milhões de euros, em comparação com -186 milhões de euros no ano passado.
Para hotéis e resorts especificamente, foram registados lucros de 105 milhões de euros, em comparação com os -70 milhões de euros do ano passado. Os cruzeiros do grupo também alcançaram um resultado operacional positivo: 3 milhões de euros, enquanto que no ano passado o valor registado foi de -81 milhões de euros. A TUI Musement, pela primeira vez desde o início da pandemia, também registou lucro: 14 milhões de euros, em comparação com -35 milhões de euros no terceiro trimestre fiscal de 2021.

Melhoria em todos os mercados
O segmento de Mercados e Companhias Aéreas, que inclui operadores turísticos nas regiões norte (Reino Unido, Irlanda, Suécia, Noruega, Finlândia e Dinamarca), central (Alemanha, Áustria, Suíça e Polónia) e ocidental (Holanda, Bélgica e França), melhorou em 343 milhões de euros.
A região central também teve um trimestre positivo, com um EBIT subjacente de 24 milhões de euros, enquanto que em 2021 tinha sido de -105 milhões de euros. A região norte reduziu as suas perdas para -93 milhões de euros (em comparação com -290 milhões de euros em 2021) e a região ocidental registou um EBIT subjacente de -70 milhões de euros, em comparação com -88 milhões de euros no ano anterior.



