Terça-feira, Outubro 4, 2022
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Turismo investe em realidade aumentada para melhorar a experiência dos visitantes

As empresas do setor do turismo estão a investir em tecnologias emergentes, como a realidade aumentada (RA), para melhorar a experiência dos viajantes, depois da indústria ter sido gravemente afetada pela pandemia e pelas tensões geopolíticas, afirma a GlobalData. A empresa especialista em dados e análises, observa que a RA está preparada para aproximar a indústria do turismo do metaverso, que poderá proporcionar um local para as pessoas se encontrarem, planearem viagens em conjunto, e aprenderem sobre diferentes locais históricos, num ambiente virtual, antes de viajarem.

De acordo com o último relatório da GlobalData, Augmented Reality in Travel & Tourism (2022), a indústria está a utilizar a RA para se adaptar a desafios, como os cancelamentos de última hora, e para melhorar a experiência de reservas. Os hóspedes que procuram reservar estadias em hotéis podem visualizar os quartos de hotel antes de viajarem, com a utilização desta tecnologia, o que facilita a escolha dos quartos mais adequados e reduz a frequência de cancelamentos.

Rachel Foster Jones, analista da equipa de investigação temática da GlobalData, comenta: “Além de melhorar a experiência de reserva, a realidade aumentada pode também melhorar a experiência de viagem para os turistas. A tecnologia desempenhará um papel estimulante no setor, uma vez que facilita uma viagem mais informativa e reduzida de stress, o que é importante para viajantes que estão hesitantes devido ás inúmeras restrições de viagem”.

A GlobalData estima que o mercado de RA atinga 152 mil milhões de dólares até 2030 (139 mil milhões de euros), contra 7 mil milhões em 2020 (6,4 mil milhões de euros).

A Walt Disney Company delineou recentemente planos para se preparar para o metaverso e, em resultado disso, foi a empresa mais ativa na colocação de postos de trabalho para RA. Foi também concedida à Disney uma patente para criar um parque temático no mundo real, onde os utilizadores poderiam experimentar um mundo virtual em 3D, sem necessitarem de hardware utilizável, como por exemplo óculos de realidade virtual. Isto será conseguido através da utilização de uma técnica de localização e mapeamento simultâneo (SLAM) que irá mapear o ambiente que está à volta do visitante, à medida que este se desloca através do mundo real enquanto cria imagens 3D.

“A Disney viu onde se encaixa quando se trata do metaverso e, através desta patente, tem a capacidade de levar as suas capacidades de contar histórias ao próximo nível. Será criada uma experiência altamente imersiva e personalizada para convidados individuais, à medida que estes se deslocam pelo parque. Vão aparecer projeções de personagens da Disney que poderão interagir com os convidados sem exigir que estes utilizem auscultadores, o que criará uma experiência mais realista do que a atual abordagem da Disney de contratar atores”, conclui Rachel Foster Jones.

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