Mais de uma 100 organizações uniram-se para lançar um manifesto internacional, intitulado “Uma Linha Vermelha para os Aeroportos” (“A Red Line for Airports”), que pretende travar a expansão aeroportuária e reduzir o tráfego aéreo.
O manifesto é assinado por grupos de 25 países e coordenado pela Stay Grounded. Entre os subscritores encontram-se as portuguesas ATERRA, Climáximo, Habita e Linha Vermelha.
Num comunicado divulgado esta quinta-feira, citado pela Lusa, a ATERRA refere que o documento “aponta o setor da aviação como uma parte essencial do atual sistema viciado em combustíveis fósseis e um obstáculo direto a um futuro digno”.
O documento apresenta um conjunto de dez medidas com o objetivo de conter a expansão dos aeroportos e reduzir o número de voos, defendendo uma transformação do setor “baseada na justiça e nos limites planetários”.
As propostas incluem a suspensão de novos projetos de expansão aeroportuária, a proibição de jatos privados e de voos noturnos, a imposição de limites rigorosos às emissões de carbono dos aeroportos incluídos nos orçamentos nacionais de emissões e a garantia de uma transição justa para os trabalhadores do setor.
A Stay Grounded, rede que junta 232 iniciativas de todo o mundo, sublinha que a “atual crise do combustível para aviões – impulsionada por tensões geopolíticas, perturbações na cadeia de abastecimento e a volatilidade dos mercados de combustíveis fósseis – expõe a fragilidade do setor da aviação”.
“À medida que as companhias aéreas enfrentam custos crescentes e incertezas, torna-se evidente a dependência que a aviação continua a ter dos combustíveis fósseis, cujas reservas são finitas, e a sua vulnerabilidade a choques globais e instabilidade a longo prazo”, lê-se na nota.
O manifesto está aberto a assinaturas de grupos da sociedade civil e membros do público em geral.


